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Ato em defesa dos direitos dos professores temporários do estado do Ceará

EDUCAÇÃO – Professores lutam por direitos no Ceará. (Foto: A Verdade)

Núcleo de Educadores da UP (CE)

CEARÁ – A partir de um grupo de WhatsApp, professores em contrato temporário no governo do estado do Ceará resolveram se organizar para lutar por demandas necessárias aos que estão nessa situação. Trata-se de um número considerável de profissionais que trabalham nesse regime de contrato e que não têm assistência de uma entidade sindical ou correspondente. A necessidade de organização ficou mais evidente no período da pandemia, que atingiu fortemente o setor da educação pública, sobretudo esses profissionais que estão sujeitos a todo tipo de pressão e sem assistência corporativa.  

Diante dessa situação, foi criado o “Coletivo Amigos Professores Temporários do Estado do Ceará”, visando lutar de forma organizada pelas principais demandas desta categoria junto aos órgãos competentes. 

O Coletivo iniciou uma campanha solidária para ajudar os professores que estão com dificuldades econômicas, elaborou uma carta de reivindicações e fez contato com o sindicato que representa os professores do estado (APEOC). No contato com a APEOC ficou patente o descaso direcionado aos temporários. A carta de reivindicações foi entregue ao sindicato e houve tentativa de agendar uma reunião para discutir a importância da entidade mediar a negociação com o governo do estado. Porém, o Coletivo foi ignorado! Dessa forma, entendeu que é preciso caminhar com as próprias pernas para alcançar seus objetivos.

MANIFESTAÇÃO – Professores realizam ato reivindicando seleção pública e equiparação salarial. (Foto: A Verdade)

No dia 24 de junho foi realizado um ato em frente à Assembleia Legislativa do Ceará. Cerca de vinte pessoas estiveram presentes, com faixas, cartazes e caixa de som, reivindicando uma nova seleção pública para professores, equiparação salarial entre temporários e efetivos e contrato ininterrupto de 12 meses. 

A seleção pública é a pauta principal do grupo, pois sem seleção as escolas não podem contratar temporários para suprir carências de professores efetivos afastados. Vários educadores ficaram desempregados ou perderam parte considerável da carga horária no período da pandemia, por isso a seleção é tão necessária e urgente para dar uma perspectiva de melhoras aos que foram afetados. O grupo entregou a carta de reivindicações a três deputados que se mostraram sensíveis e prometeram ajudar nesta causa. 

Isso é só o começo! O Coletivo pretende criar uma associação e se tornar uma entidade representativa legal dos professores temporários para dar continuidade à luta pelas demandas necessárias. O núcleo de educadores da UP esteve presente no ato, destacando a importância dessa luta e manifestando o apoio à organização da categoria. A luta continua!

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