UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

terça-feira, 28 de junho de 2022

A construção material da UP: exemplo de poder popular

PODER POPULAR – Contribuir com a Unidade Popular é fortalecer as lutas populares capazes de resolver os problemas dos trabalhadores (Foto: A Verdade)

Gabriela Torres Martins

SÃO PAULO – O Brasil passa pela pior crise capitalista de sua história: mais de 15 milhões de brasileiras e brasileiros não conseguem trabalho, 34 milhões vivem de bico e mais da metade das crianças de até 4 anos do país passam fome. A política de morte do fascista Jair Bolsonaro já assassinou mais de meio milhão de inocentes com a negação da compra da vacina contra o vírus da COVID-19, que envolve roubo de dinheiro público, que que deveria servir para salvar vidas mas virou propina para o alto escalão do Governo de militares.

Apesar das geladeiras vazias e dos cemitérios lotados, os grandes partidos políticos não têm demonstrado um real compromisso com a transformação dessa realidade: os partidos da direita (inclusive o chamado “centrão”) ocupam a maior parte dos cargos de poder no país e os utilizam para aumentar seus próprios salários, reduzir direitos dos trabalhadores e aumentar a exploração, ignoram as necessidades do povo e tentam impedir o impeachment de Bolsonaro, com quem dividem o dinheiro dos esquemas de corrupção; os partidos de esquerda tradicionais, enquanto isso, querem esperar as eleições de 2022 para retirar o presidente fascista, pois não acreditam na força da luta popular e estão acomodados a um sistema político falido e que serve apenas para garantir a exploração de uma minoria rica sobre a maioria de trabalhadores pobres. 

Esperar que os políticos que estão no poder ou que as eleições nos levem a uma transformação da realidade é, na prática, ignorar a urgência de crescer as lutas populares, único meio de garantir um futuro mais justo. Em um momento tão grave, é necessário apostar na construção do partido criado por trabalhadoras e trabalhadores pobres, por estudantes, pelo povo das periferias e das ocupações: a Unidade Popular pelo Socialismo.

LUTA – A campanha de finanças da UP garantiu participação das famílias dos bairros de Mauá nos atos Fora Bolsonaro (Foto: A Verdade)

O que significa construir a UP?

A UP é uma excessão na política brasileira: um partido que nasceu sem financiamento de nenhum rico ou apadrinhamento de qualquer político tradicional, construído através de um trabalho voluntário e militante de coleta de assinaturas nos bairros, portas de fábricas e trens; graças à sua independência financeira e sua base popular, a UP é uma ferramenta de luta que expressa os interesses dos trabalhadores dos trabalhadores e do povo brasileiro, profundamente explorado pelo capitalismo e pelo imperialismo. Porém, para que a UP possa ser conhecida por cada trabalhador, organizar a luta e conquistar vitórias nos bairros, ocupações, postos de trabalho e locais de estudo, fazer grandes campanhas eleitorais e assim fortalecer a derrubada do sistema capitalista, são necessários recursos para sustentar e garantir cada frente de luta.

São necessários cada vez mais panfletos, jornais com as denúncias das cidades, lambes com palavras de ordem, bandeiras do partido, passagens para as atividades de rua, ônibus para garantir a presença de todos nos atos de rua e sedes do partido nos bairros. Para que todas essas demandas sejam cumpridas, é necessário refletir profundamente sobre a importância das contribuições individuais dos filiados à Unidade Popular.

 

Só as campanhas de finanças do partido do povo podem construir o poder popular

A importância da contribuição individual não se resume a um mero requisito burocrático para se filiar ao partido: para que o povo tenha a opção de se organizar e lutar por suas vidas, é importante que esse próprio povo seja capaz de financiar sua ferramenta de luta. 

Os partidos tradicionais, atrelados até os ossos com o Estado burguês, nunca poderão representar os interesses dos que mais sofrem com os problemas da sociedade, pois são financiados por grandes empresários e banqueiros que determinam qual política será defendida. Na Unidade Popular, o caminho é inverso: é o povo quem financia o partido, quem garante os recursos necessários à sua existência, e portanto é o povo quem decide a política; no entanto esse é um processo complexo, e é preciso garantir material suficiente para que o partido chegue a cada bairro, ouça dos trabalhadores suas necessidades mais urgentes e os organize para lutar por elas. Por isso, a política de autofinanciamento da Unidade Popular está totalmente ligada à existência de suas defesas, de sua política e de sua existência!

Apesar de ser explorada por bilionários parasitas, é a classe trabalhadora quem constrói todas as riquezas que existem no país e no mundo, e é também ela quem pode construir um partido popular e revolucionário. Todos os integrantes da UP são responsáveis por garantir suas contribuições individuais em dia e construir, em seus núcleos, campanhas de finanças coletivas. Os comunistas acreditam na capacidade do povo para gerir a sociedade e, por isso, colocam nas mãos dos trabalhadores a construção da ferramenta necessária para a tomada do poder: um partido dos pobres, para os pobres e com os pobres.

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