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A atual crise nos EUA mostra a falência do capitalismo

Ato em frente ao consulado dos EUA em Recife.

Enquanto a imprensa mundial mira seus olhos para Cuba em mais uma campanha de difamação do socialismo, diversos problemas estruturais nos EUA colocam mais uma vez em cheque que o capitalismo não serve mais para a humanidade e tem se tornado um entrave ao desenvolvimento da humanidade. A pandemia de COVID-19 tem deixado exposta ainda mais a mazela deste sistema caduco e decadente em sua derradeira fase, o imperialismo, como apontou Lênin acertadamente. No país mais rico do mundo, violência, desemprego, fome e morte dão a tônica do atual momento infeliz que passa o coração do capitalismo.

No final de julho desse ano, chegou ao fim o prazo da moratória para os aluguéis em todos os EUA. Essa medida criada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão do governo americano, refere-se a um prazo estendido para se pagar os aluguéis e ajudou a evitar um colapso ainda maior nesse que é o epicentro da pandemia no mundo, com mais de seiscentas mil mortes. Com o congresso americano se colocando contra a prorrogação dessa moratória, 7,4 milhões de americanos correm o risco de ficarem sem casas. Um detalhe: segundo dados do próprio governo, 580 mil pessoas moram hoje nas ruas nos EUA, como mostraram timidamente os veículos de comunicação pelo mundo, mostrando as badaladas e privativas praias da Califórnia tomadas por barracas, trailers e carros onde famílias inteiras enfrentam o frio e o calor no país onde o termo “desigualdade social” simplesmente não existe oficialmente.

Outra grande mazela americana é a violência. Só nesse ano foram registrados 230 tiroteios em massa (mass shootings), um fenômeno americano, segundo a ONG GVA (Gun Violence Archive; Arquivo da Violência Armada, em tradução livre), que monitora a violência armada nos EUA. É algo semelhante às chacinas brasileiras, porém tirado do contexto quando tenta se manter uma imagem de paraíso dentro desse sistema desumano. É como se os Estados Unidos vivesse numa guerra civil declarada, mas com as suas causas simplesmente escondidas. Essa corrida de violência deixou um saldo de 7.600 mortes por armas esse ano e mais de nove mil suicídios com armas, dados levantados pela CNN e pela Axios, ambos veículos de imprensa americana.

Enquanto americanos pobres morrem sem acesso à dignidade, o governo de Joe Biden segue à risca a cartilha do imperialismo, negando vacinas para os países mais pobres, atacando Cuba, Venezuela e Coreia do Norte, querendo ser o dono do mundo, mas fechando os olhos para seus próprios cidadãos. O discurso reformista e pacificador do candidato Biden não foi muito longe, como era de se esperar, e a promessa de paraíso na Terra vendida pelo capitalismo cai por terra, junto com uma máscara falsa de democracia que sufoca e mata de fome, máscara essa que precisa ser denunciada todo dia, pois o capitalismo não tem nada mais a oferecer a nosso planeta.

Clóvis Maia. Escritor e militante da UP em Pernambuco.

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