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Trabalhadores da cultura impedem privatização do Palácio Capanema

Trabalhadores da cultura em manifestação em frente ao Palácio Capanema, no Centro do Rio. Foto: Jornal A Verdade

Mariane Vincenzi | Redação Rio

Ontem (20), trabalhadores da cultura realizaram o ato “Trincheira Capanema” em frente ao Palácio Capanema, no centro do Rio de Janeiro. A principal pauta do ato era impedir a venda do imóvel, que já foi sede do MEC e é espaço de divulgação de exposições artísticas. 

O imóvel histórico estava em uma lista do Ministério da Economia para ir à leilão no próximo dia 27, junto a vários prédios públicos. Assim que houve o anúncio da possível privatização, houve grande pressão dos trabalhadores da cultura para impedir à venda. Uma série de entidades assinaram uma nota conjunta se colocando contra a venda e chamando a população para comparecer ao ato de ontem.

Prédio é patrimônio histórico, cultural e arquitetônico do Brasil

Patrimônio histórico nacional, o Edifício Palácio Gustavo Capanema foi uma construção feita no governo de Getúlio Vargas para abrigar o Ministério da Educação e Saúde. Foi um projeto que contou com nomes famosos da arquitetura brasileira e mundial como Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

Alguns nos princípios arquitetônicos usados foram o brise-soleil ou quebra-sol, que impedia a alta incidência de luz na fachada norte do prédio e a construção de um terraço-jardim, que foi projetado por Roberto Burle Marx, famoso paisagista brasileiro. Além de ser um marco da arquitetura moderna brasileira, o prédio continha revestimentos externos decorados com obras feitas por Candido Portinari, esculturas de Celso Antônio Menezes, entre várias outras obras de outros artistas.

Pressão dos trabalhadores da cultura barra privatização do prédio

Na quarta-feira dia 18, com a pressão dos trabalhadores da cultura, a Assembleia Legislativa do Rio se reuniu com vários representantes de entidades e associações ligadas à cultura. Na reunião, o governador Claudio Castro e pelo presidente da ALERJ André Ceciliano propuseram que o governo estadual comprasse o imóvel do Governo Federal.

Com a pressão dos trabalhadores da cultura, o ministro neoliberal Paulo Guedes, anunciou que o Ministério da Economia não leiloaria mais o imóvel. Apesar da decisão do Governo Federal, os trabalhadores da cultura mantiveram o ato. Durante o protesto foi reafirmado o repúdio à atitude de colocar um edifício tão importante para a cultura do país à venda e pedir para que os outros imóveis do patrimônio público na lista do Ministério da Economia não sejam vendidos.

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