UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sábado, 3 de dezembro de 2022

A luta contra o fechamento dos restaurantes populares no Rio de Janeiro

Restaurante popular no bairro de Bonsucesso, Zona Norte do Rio. Espaço é um dos poucos lugares com alimentação acessível para trabalhadores pobres e pessoas em situação de rua. Foto: reprodução

Os restaurantes Populares são destinados para pessoas de baixa renda, em situação de rua, dentre outras situações de vulnerabilidade. Dos oito restaurantes populares do Rio, apenas três seguem em funcionamento, desde que a prefeitura transferiu sua administração.

Julia Linhares

RIO DE JANEIRO  Já faz mais de três anos que 5 dos 8 restaurantes populares da capital fluminense foram fechados. Com a pandemia da Covid-19, o índice de pobreza aumentou ainda mais no país inteiro, e na cidade do Rio de Janeiro, não é diferente.

Basta caminhar pelas ruas que vê-se muitas pessoas, famílias pedindo dinheiro, comida ou trabalhando informalmente para conseguir alimentar-se de maneira precária.

O propósito dos restaurantes populares é que o povo tenha acesso a uma alimentação saudável pagando pouco, tendo em vista o superfaturamento de restaurantes sob a comida. Estes espaços populares, que costumavam garantir a única refeição de milhares de pessoas, foram fechados por alegações de dívidas do Estado. 

A verdade é que os governos capitalistas destinam verbas para os ricos e jogam a crise nas costas dos pobres. Hoje, alguns destes antigos restaurantes estão em estado de completo abandono.

Manifestação em Madureira reúne partidos em defesa dos restaurantes populares carioca. Foto: JAV/Rio

Movimentos e organizações políticas se mobilizam pela volta do Restaurante Popular

No último dia 14, partidos como a Unidade Popular pelo Socialismo (UP), e organizações como o Movimento Frente Ampla Suburbana, realizaram um ato no Mercadão de Madureira, com o intuito de exigir a volta do Restaurante Popular.  

Também houve uma denúncia ao redor da política anti-povo do ex-capitão Bolsonaro, que matou mais de 560 mil pessoas pela Covid-19 desde o início da pandemia. 

No ato, os manifestantes recolheram assinaturas para um abaixo-assinado, que exige esta volta imediata do restaurante. Houve muita agitação, mobilização e surgimento de pedestres apoiando a causa.

O movimento mostra a importância de exigir do governo mais políticas públicas destinadas a acabar com a fome e com a situação de carência que grande parte da população se encontra, sendo deixada de lado pelo Estado. Apenas com a luta da classe trabalhadora este cenário será revertido.

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