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Prefeitura de Passo Fundo/RS aumenta a passagem em meio à pandemia

Foto: reprodução.

Leonardo de Carvalho e Maria Fernanda Kemmerich*

PASSO FUNDO/RS – Mesmo durante a pandemia, o governo municipal do Prefeito Pedro Almeida (PSB) aumentou a tarifa do transporte coletivo na cidade. Reunindo o Conselho de Transporte de Passo Fundo – CMT às escondidas, sem a representação do Diretório Central de Estudantes da Universidade de Passo Fundo, maior entidade estudantil da cidade, que possui uma cadeira de representação no conselho de transporte, conquistada depois de muita pressão do movimento estudantil em 2020. Porém, sem o DCE ser convocado para a reunião, o conselho aprovou de forma antidemocrática um aumento da passagem, sem qualquer representação da juventude, uma das que mais sofrerá com o aumento abusivo da passagem. 

Passo Fundo terá uma das passagens de ônibus mais caras do Rio Grande do Sul, com o valor de R$4,75. Valor maior que da capital do estado que é 4,70. O que choca é cara de pau dos ditos conselheiros, que chegaram a apresentar, segundo ata da reunião, as propostas de R$ 6,21 e R$ 5,63, usando falsas desculpas que é necessário aumentar a passagem por culpa da pressão que os trabalhadores do transporte público fazem à prefeitura, já que trabalham durante a pandemia sem dissídio e com salário reduzidos. É fato que os trabalhadores precisam de salário digno, mas não são os pobres, usuários do transporte coletivo que têm que pagar pela crise que os ricos criaram.

O Conselho Municipal de Transportes, costuma se reunir apenas uma vez por ano para debater a pauta do aumento da tarifa, criando uma falsa ideia de controle social e de democracia, não debate a qualidade do serviço nem as necessidades da população da cidade. Sendo um conselho consultivo, composto principalmente pelos patrões do transporte de Passo Fundo, este conselho apenas dá uma opinião e o prefeito pode ou não seguir a orientação do Conselho. 

O aumento das tarifas atende apenas aos interesses dos grandes empresários do transporte coletivo, já que a maior parte do serviço é terceirizada na cidade, o que torna o valor das passagens mais caro que o necessário buscando garantir o lucro da empresa privada Coleurb, que monopoliza o transporte coletivo da cidade, ignorando as más condições do serviço, a falta de horários, a aglomeração e a superlotação dos coletivos que os passo fundenses utilizam.

A saída para a crise não é aumentar a passagem em meio a pandemia. É necessário que o transporte público não seja tratado como mercadoria, que se invista em um serviço 100% público e que haja um conselho verdadeiramente popular, que não seja composto por grandes patrões e sim por trabalhadores, a juventude, as mulheres e o conjunto da população, para que os interesses da maioria de explorados que de fato constroem as riquezas de Passo fundo sejam atendidos.

*Militantes da UJR em Passo Fundo/RS

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