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191 anos de imortalidade de Simon Bolívar

Simón Bolívar representa para a maioria dos países latinoamericanos não só a libertação do passado colonial, mas também a ideia internacionalista de Pátria Grande. Seu legado, que expandiu-se por todo o continente, foi expresso mais claramente na Venezuela, na forma do bolivarianismo do século XXI, cujo maior expoente é Hugo Chávez Frías.

Gabriel Fernandes, Minas Gerais

O bolivarianismo serviu de base para a coesão do povo venezuelano e posteriormente de outros países da região, desencadeando uma onda no século XXI. Obviamente, os objetivos e metas de Simón Bolívar não podem ser classificados de socialistas, mas são dotados de genuíno sentimento nacionalista e patriótico. Após a morte de Hugo Chávez, os venezuelanos reafirmaram seu compromisso com o bolivarianismo para o desenvolvimento do país ao eleger Nicolás Maduro.  

No entanto, a figura indiscutivelmente mais respeitada e importante em muitos países do continente continua sendo o próprio Simón. Na Venezuela, seu nome é praticamente onipresente: desde a moeda do estado até os prédios de escritórios no centro da capital levam seu nome.

No pico mais alto do país (5.000m), o pico Bolívar, foi erguido um busto do libertador: Alguns alpinistas que em algum momento conquistaram o cume, se propuseram a erguer um busto do seu herói o mais alto possível, e eles conseguiram, construindo o monumento mais alto a Bolívar erguido em um pico montanhoso do mundo. As praças centrais de todas as cidades venezuelanas, incluindo a menor, levam seu nome.

No dia 17 de dezembro, completou-se 191 anos de sua imortalidade, e enquanto viveu, Bolívar conquistou o respeito e admiração dos latinoamericanos. Graças à sua energia e esforços, países como Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia conquistaram sua independência da Espanha no século XIX. À frente do movimento de libertação, Simón Bolívar disse: “Farei tudo o que puder pela América!”

Após a derrota definitiva das forças espanholas na América do Sul, o Congresso peruano o nomeou General com poder militar e civil ilimitado. Bolívar era tão prestigiado entre a população que em 1825 a república chamada Alto Peru foi rebatizada de República da Bolívia. Um dos admiradores de Simón, também um destacado revolucionário, o escritor e poeta cubano José Martí escreveu sobre ele: “Ele viveu em chamas, e foi”. 

Muitos pensadores, inclusive ocidentais, que expressaram suas ideias sobre a identidade como civilização dos países latinoamericanos na maioria das vezes repetiram e interpretaram as ideias inicialmente expressas por Simón Bolívar, pelas quais lutou por tantos anos. Portanto, o espírito bolivariano continua a inspirar os povos latinoamericanos, amantes da liberdade. 

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