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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Chapa patronal tenta criminalizar oposição no sindicato dos servidores de Campinas

DENÚNCIA – Chapa 2 é criminalizada pela chapa patronal ligada a prefeitura. (Foto: Fernanda Carriel)

Erick Padovan

CAMPINAS (SP) – Em setembro ocorreram eleições do STMC (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Campinas), um sindicato com um largo histórico de lutas na cidade, e de grande importância para a classe trabalhadora Porém, há anos o sindicato foi tomado por pelegos, por uma chapa que não tem compromisso nenhum com a luta da classe, com a mobilização, e que assume seu caráter de defesa do Governo Municipal. Essa chapa (Chapa 1) é composta majoritariamente por pessoas filiadas ao PSB e a outros partidos políticos de direita, sendo que, não como coincidência à política praticada pelos pelegos, as duas últimas gestões da Prefeitura foram de um prefeito do PSB (Jonas Donizette) e a atual gestão é encarada como a continuação das anteriores.

Foi formada então uma chapa única de oposição, congregando vários setores de esquerda da cidade, e o MLC (Movimento Luta de Classes) apoiou a Chapa 2, em panfletagens, atividades nos locais de trabalho, plenárias e durante a votação. Por uma diferença muito pequena de votos, a Chapa 1 permaneceu na direção do sindicato. Porém, o que surpreendeu a todos foi uma notícia que três militantes ligados à Chapa 2, da oposição, estavam sendo intimados por meio de um boletim de ocorrência feito pela diretoria do sindicato, os acusando de diversos crimes durante a contagem de votos, inclusive citando que houve presença de militantes de movimentos sociais armados no momento e que os pelegos foram gravemente ameaçados.

Uma grande mobilização tomou conta das organizações para pressionar pela retirada dessa queixa mentirosa contra as três pessoas intimadas, mas também contra a oposição de esquerda, que encontra pleno apoio nos servidores da ativa e por pouco não venceu as eleições, marcadas por compra de votos da Chapa 1. Segundo relatos de diversos militantes, é uma das primeiras vezes que esse tipo de situação acontece no Brasil e, mesmo assim, a CTB, central sindical a qual o sindicato é filiado, vem se omitindo frente a pressão pela retirada da queixa.

O MLC Campinas exige a retirada imediata e formalmente das acusações à Chapa 2, feitas pelo Sindicato e com aval da CTB e uma retratação pública das duas entidades. Contra a criminalização dos movimentos sociais e por um sindicato de luta, mobilizador, em defesa da classe trabalhadora e na luta pela revolução!

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