UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

terça-feira, 9 de agosto de 2022

O papel do jornalismo operário

JORNALISMO OPERÁRIO. Imprensa dos trabalhadores na luta pelo socialismo. Foto: Jornal A Verdade

A dominação econômica, política e ideológica das classes dominantes obrigam os trabalhadores a informar-se através da grande mídia burguesa. Por isso, é necessário falar sobre a necessidade de uma imprensa alternativa, que represente os interesses dos explorados e oprimidos.

Rodrigo Ferreira

RIO DE JANEIRO (RJ) – Karl Marx, ao se referir a imprensa operária e o seu papel, dizia que “sua função é ser o cão-de-guarda, o denunciador incansável dos opressores, o olho onipresente e a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade. […] O dever da imprensa é tomar a palavra em favor dos oprimidos a sua volta. […] O primeiro dever da imprensa é minar todas as bases do sistema político existente.”

O jornalismo da classe operária é um importante agente no enfrentamento em defesa dos interesses dos trabalhadores. É um meio de comunicação que prioriza a realidade e enxerga a necessidade de contrapor os meios de comunicação dominantes.

É central a luta pela divulgação da verdade, declarando guerra às mentiras e falsificações da imprensa burguesa. A imprensa operária deve buscar construir uma imprensa oposta em seu caráter, conteúdo, linha política e ideológica, uma imprensa que expresse a concepção marxista do mundo e da luta de classes.

É importante ressaltar também que o jornalista da classe operária deve afastar-se da ideia de ser apenas um intelectual reprodutor da teoria marxista. Ele deve buscar ser um verdadeiro agente da teoria e da prática, estando diariamente em contato com a classe trabalhadora nos trens, bairros e favelas.

A burguesia espalha diariamente mentiras para os trabalhadores

Uma das formas de dominação da classe capitalista é a dominação ideológica. O jornal O Globo, em recente editorial, afirmou que “é um abuso acusar Bolsonaro de genocídio”. Enquanto isso, Bolsonaro e seus meios terroristas de defesa dos interesses capitalistas, suas máquinas de Fake News, preparam mais um ataque à ciência, buscando impedir a vacinação das crianças contra a COVID-19. 

Isso revela que, mesmo na sua forma mais moderada e de aparência democrática, os meios de comunicação burgueses mostram a quem realmente servem. Se necessário, apoiarão ditaduras e atentados contra a democracia caso seus interesses estejam em jogo, como foi em 1964 e 2016. 

A classe operária, os camponeses e todas as massas populares recebem diariamente o resultado do trabalho da mídia hegemônica. Ela transforma os interesses da burguesia em verdades absolutas.

Os donos dos meios de comunicação, numa tentativa de camuflar as contradições de classe, vendem os ideais de liberdade de expressão e de imprensa, jurando defender esses interesses democráticos e universais. A verdade é que eles censuram os trabalhadores que tentam manifestar suas opiniões. 

A grande mídia apoia golpes e reformas antipopulares e tenta criminalizar as revoltas do povo nas ruas. Chamam de “terrorismo” e “vandalismo” qualquer tentativa de desprender-se das amarras colocadas pelos seus patrões. Tentam criar uma falsa ideia de paz e conciliação entre as classes. Isso é impossível, pois seus interesses são antagônicos. 

Exercer o jornalismo operário, denunciando o descaso do Estado burguês, as inverdades da mídia hegemônica, é ser um propagandista e um agitador. É se colocar firmemente a dar uma digna contribuição à libertação da humanidade.

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