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quinta-feira, 7 de julho de 2022

Poesia | 13 de Dezembro na frente do Dops

Ato na porta do antigo DOPS, no Rio, lembra os 53 anos da decretação do AI-5. Foto: @yas_minft

Thiago de Lima Ferreira, Rio de Janeiro

13 de Dezembro na frente do Dops

As grades dos portões trancados

Entre elas o vento o som passam e ficam

Os corpos de dentro e os corpos de fora nesse dia se levantam

Amontoados no vazio do prédio

Milhares de ossadas

No vazio do prédio ecoa, chamando os nomes dos corpos

dentro e fora

Chamando os nomes conclama e ecoa

O prédio é só esqueleto no centro do Rio

Boiam os corpos de dentro pra fora

O eco carrega na calçada a camisa furada

Camisa encharcada camisa miúda

levanto alto pingando vermelho

vestimos o prédio dos panos nas grades

enchemos o vazio de voz e grito

O mesmo grito que ecoa, o grito é de luta,

que ecoa há décadas incessantemente

Hasteamos a bandeira, cantamos o hino

Hasta la victoria

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