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O marxista-leninista como um organizador e como um jornalista

Não é possível falar de movimento revolucionário marxista-leninista sem falar do jornal como um instrumento essencial de organização da classe trabalhadora. Nesse sentido, o acúmulo dos comunistas nesse ramo é perceptível.

Thales Caramante


MOGI DAS CRUZES (SP) — Esse aniversário de vinte e dois anos do jornal A Verdade e sua transformação de um jornal mensal para quinzenal alimentam o interesse de cada um na figura da imprensa, o fio condutor dos nossos movimentos e do povo. Sobre o jornal comunista já foram escritos centenas de páginas e com certeza ainda serão escritos mais milhares, mas vale a pena voltar ao quadro de um tema puramente específico, que seja útil àqueles que querem dominar com maestria a arte e ciência de agitar, propagandear e organizar as massas para a construção do socialismo.

Falaremos do comunista como jornalista e organizador. Quando Lênin encheu as páginas do jornal Pravda (A Verdade), o fundador do bolchevismo aparecia constantemente como colunista, analista, repórter e editor. Nada era acidental: nos pequenos artigos do jornal, não apenas nos livros científicos complexos e completos, a posição do líder revolucionário era perceptível, aparecia a todos os trabalhadores e trabalhadoras de forma definida, condensada e inflamatória, com um estilo único, singular e claro. Nas colunas do jornal as posições de Lênin se manifestam de maneira muito vívida, a paciência para explicar sua posição, tato em relação aos apoiadores reais ou potenciais, aos camaradas e aos círculos de leitores do jornal Pravda.

A prontidão e o enorme intelecto de um pensador revolucionário combinavam perfeitamente com uma mente flexível em tática e inflexível aos seus princípios, não era apenas um jornalista informativo, mas também formativo; era perspicaz no tom da polêmica, mas uma polêmica baseada em evidências praticamente inquestionáveis e bem fundamentadas, ao contrário dos jornalistas burgueses cujo fim era apenas “gritar até que ninguém consiga ouvir a verdade, inundar tudo com abusos e berros”.

Ao estudar os textos de Lênin, devemos nos atentar para uma constatação clara dos fatos, especialmente daqueles que permitem o melhor agrupamento de acordo com a lógica narrativa, destinada a comprovar a ideia central tática e estratégica do autor, pois nenhum escrito seu está distante do seu interesse de organizar, unificar e dar coesão à classe trabalhadora. Tudo isso era combinado com máxima precisão de estimativas e definições. Portanto, a clareza do objetivo, combinada com uma discussão sobre os meios mais adequados e apropriados para conduzi-lo, também é perceptível nos artigos de Lênin.

A qualidade técnica de sua escrita refletia seu objetivo: ter um material capaz de inflar, dar organicidade monolítica ao partido e ao povo, por isso o material deve ser claro, preciso e livre de ambiguidades. O título reflete o texto o tanto possível, as legendas, subtítulos e intertítulos evitam qualquer negligência e imprecisão, são lacônicos, curtos e cativantes. O primeiro parágrafo geralmente consiste no conteúdo do título, subtítulos (se estiverem no texto) e conclusões que seguem imediatamente, segundo o autor, de todo o material. Lênin jamais escondeu de forma alguma o fato de que, sob o pretexto de análise, ele promove agitação daqueles círculos de leitores unificados nacionalmente sob a base do jornal impresso. Agita e propagandeia — assim como todo jornal comunista ou burguês — os leitores a atuar em determinado caminho, assim, organiza. No trabalho jornalístico de Lênin, vemos como a velocidade e a eficiência da reação são importantes para a revolução como os objetivos estão prontos no horizonte, basta irmos até ele resolutamente.

Ao jornalista popular do jornal A Verdade compete a si a tarefa de ser capaz de responder, como todo jornal, as perguntas: quem, como, quanto, o que, por que, onde, quando. Mas não basta ao jornalista marxista-leninista apenas responder apenas essas questões, não basta contar a verdade como ela é de maneira fria e mecânica sem vincular-se aos sentimentos inflamatórios e primitivos da realidade. Para organizar o povo é necessário sempre lembrar a décima primeira tese de Karl Marx sobre Feuerbach: Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo. Assim, o jornalista popular marxista-leninista cumprirá um papel fundamental na construção do jornal A Verdade quinzenal, futuramente semanal e, enfim, diário.

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1 comment

  1. Carlos

    Massa, Thales!!! Ótimo guia pra gente começar o ano, espero que venham muitos artigos pro jornal.

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