UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Carta: “Eu sou filha de Olga!”

Foto: Luara Bin / Gabriel Gomes

Larissa Mayumi e Maria*


O Movimento de Mulheres Olga Benario atende mulheres vítimas de violência através das 6 casas construídas, oferecendo atendimento psicológico, de assistência social e orientação jurídica. Mas além do atendimento das profissionais, nossas militantes realizam formação política, e organizam a luta das mulheres, para a construção de uma sociedade onde as mulheres não sejam oprimidas, uma sociedade socialista.

Assim, entendemos que a escuta, o atendimento e encaminhamento para outros serviços é essencial, mas além disso, as casas do movimento realizam atividades políticas e organizam as mulheres em defesa das suas vidas e seus direitos, dando uma nova perspectiva às mulheres na construção da luta coletiva por uma nova sociedade. 

Recentemente atendemos Maria (nome fictício) em uma das nossas casas e em uma das atividades pelo Fora Bolsonaro ela relatou o que significou pra ela encontrar o Movimento de Mulheres Olga Benario:

“Pessoal, eu faço parte de um índice de números alarmantes, por causa desse governo, a agressão contra as mulheres aumentou muito, muito, muito… descontroladamente. Porque esse governo infeliz odeia as mulheres, eles querem acabar com a gente. Mas ele não vai conseguir.”

“Eu sofri com um marido ordinário por 9 anos. Por 9 anos, eu passei por vários tipos de sofrimento na mão dele, porque nunca tive amparo, nunca tive uma saída, nunca tive uma opção. Depois de tantas lutas, de tantas fugas frustradas, eu consegui essa que foi a minha última, porque eu consegui o amparo de um povo bom, de um povo forte. Agora eu faço parte do Movimento Olga Benario, eu sou filha de Olga Benario. Porque conheci uma legião de companheiras e companheiros que me ampararam, que me deram força e que disseram pra mim que vale a pena lutar! E eu sou mais uma que vou pisar no calo de Bolsonaro e de toda corja dele. Porque pra opressão eu não volto mais! Porque agora, verdadeiramente, eu sou livre! Eu sou livre, eu sou forte. Eu me redescobri como uma guerreira e valente que sempre fui. Eu estava desanimada, triste e sofrida, mas a turma do Olga Benario me levantou e agora ninguém mais me segura. Nada mais me acorrenta, nada mais me oprime, eu sou livre, sou forte e vou encorajar outras guerreiras a serem fortes também. Nós vamos vencer e tirar esse governo infeliz. Porque é o povo quem manda, é nós que dá a última palavra”

O relato de Maria foi muito importante para quem constrói as nossas casas e para mais mulheres que estão sendo vítimas de violência. Mostra que o movimento tem cumprido o que se dispôs a fazer, salvar a vida das mulheres! E mais que isso, além do atendimento técnico com nossas profissionais voluntárias, nosso movimento dá uma perspectiva às mulheres, como Maria que passou a se organizar no Olga e agora faz parte dessa legião de companheiras e companheiros que lutam por uma sociedade onde as mulheres não sejam mais violentadas e oprimidas, uma sociedade socialista!

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