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quinta-feira, 7 de julho de 2022

Metroferroviários do Brasil elegem primeira mulher presidenta da Fenametro

Alda Lúcia, presidenta eleita da Fenametro

Ricardo Senese | São Paulo

SINDICAL – A Federação Nacional dos Metroferroviários (Fenametro) é a entidade de classe que reúne, organiza e representa trabalhadores e trabalhadoras dos transportes de passageiros sobre trilhos em empresas metroviárias e ferroviárias do Brasil.

O 8º Congresso da Fenametro ocorreu em São Paulo, entre os dias 11 e 13 de fevereiro, reunindo 105 delegados e delegadas, representando as categorias e sindicatos dos Estados de Alagoas, Piauí, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os eixos políticos do Congresso foram as lutas contra as privatizações, concessões, terceirizações, mais investimento nas empresas públicas, derrotar Bolsonaro e as opressões. Em especial, a luta contra a privatização da STU-BH foi muito debatida, pois o Governo Bolsonaro prepara a venda do Metrô mineiro ainda neste semestre.

O Congresso resolveu estabelecer o dia 25 de fevereiro como Dia Nacional de Luta pelo Transporte Público Estatal de Qualidade, também em apoio à greve de Belo Horizonte.

Após os debates, instalou-se a assembleia para eleição da nova direção da entidade. Em um processo em que ao menos quatro candidaturas foram lançadas inicialmente, a companheira Alda Lúcia, do Movimento Luta de Classes de Minas Gerais, impôs-se de forma muito natural frente a propostas de dividir o mandato com outros companheiros.

Com Alda, enfim haveria uma mulher na presidência da Federação, além de promover a alternância de estado de origem, após uma longa sequência de presidentes homens de São Paulo. Sua vitória foi celebrada por todos e, em especial, pelas mulheres presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

A Chapa 2, encabeçada por Alda, obteve 58 votos, e a Chapa 1, 44. Como a composição da diretoria é proporcional, diversas correntes sindicais estarão na entidade. O MLC indicará, além de Alda, quatro diretores: Raquel, Zeferino, Senese e Gustavo.

Bancada do MLC no Congresso

O Movimento Luta de Classes se fortaleceu no último período, firmando-se como uma corrente combativa, consequente, organizada, disciplinada e que valoriza a formação política. Mais núcleos de base têm se organizado, preparando novos e novas sindicalistas para a luta.

Por se tratar de uma categoria essencial nas grandes cidades, a força das trabalhadoras e dos trabalhadores metroferroviários se traduz em várias greves combativas.

Ricardo Senese, diretor de Finanças do Sindicato dos Metroviários de SP e da Coordenação Nacional do MLC

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