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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Estudantes denunciam erros e descaso na avaliação do PROUNI

DESANIMA – Estudantes de universidades do grupo Ânima, entre elas a Anhembi-Morumbi, protestam contra problemas no PROUNI e diversos outros problemas (Foto: Reprodução/ Videopress Produtora).

Estudantes da Anhembi-Morumbi e de outras universidades privadas sofrem com erros e descaso para acessar se matricular pelo PROUNI. Além disso, universidades têm mantido cobrança com valor de aulas presenciais sendo que mantém aulas híbridas.

Miriam Oliveira – Estudante da Anhembi-Morumbi

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SÃO PAULO – O PROUNI é um programa que fornece bolsas de estudo com apoio do governo federal e se mostra como uma esperança para estudantes de baixa renda que possuem o sonho de cursar uma universidade. Entretanto, o sistema débil da Universidade Anhembi-Morumbi – e de tantas outras – tem submetido estudantes ao desespero e desgaste mental e físico.

No mais recente processo de escolha do PROUNI foram ofertadas bolsas de estudos de 100% até o final do curso, contudo, diversos candidatos criticaram o descaso da universidade e sua seletividade.

Os relatos de injustiças cometidas são numerosos. A grande maioria corresponde à inconsistência de informações fornecidas por parte da instituição de ensino.

Entre elas estão: erros no sistema indicando que o candidato fora reprovado por não envio da documentação solicitada, mesmo esta sendo enviada a tempo; aprovação de alunos que não enviaram os documentos; confusão referente aos extratos bancários; não atendimento dos estudantes por parte dos avaliadores e da equipe técnica da universidade; não envio de e-mails com a reprovação ou aprovação até o prazo indicado (23/03); atraso na divulgação dos resultados; entre outros.

Dentre os relatos, muitas críticas foram feitas em relação a análise dos extratos bancários. Muitos candidatos ou seus familiares possuem uma movimentação alta na conta devido, por exemplo, ao empréstimo de cartões de créditos do titular a familiares. A análise dessa movimentação acaba sendo usada para reduzir o percentual da bolsa ou para negação do benefício sem que o(a) estudante possa explicar a situação.

A realidade dura e escancarara do sistema é que milhares de estudantes pobres precisam demandar mais tempo e preocupações com a universidade que qualquer outro estudante com condições financeiras adequadas.

O sistema capitalista não garante o direito à educação dos filhos de operários, dos filhos da classe mais explorada, não garante o direito à educação gratuita e de qualidade. É um plano de desmonte!

Os estudantes periféricos e marginalizados, aqueles que crescem em vilas e favelas, estão em número nada agradável nas instituições de ensino superior. A Universidade Anhembi-Morumbi – que faz parte de um conglomerado que lucra milhões de reais por ano – parece não ter preocupação suficiente na contratação de novos funcionários.

Como exemplo temos as longas filas para atendimento na Central do Aluno presencialmente ou on-line devido ao número reduzido de atendentes, estes sobrecarregados que acabam ultrapassando sua jornada diária de trabalho.

Mais uma vez, a esperança de se construir um futuro diferente e melhor se esvazia nas mãos do sistema elitista e fraudulento da educação privada. Por isso a luta e a organização estudantil são as ferramentas fundamentais para que mais jovens possam alcançar uma educação superior de qualidade, gratuita e libertadora.

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