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domingo, 25 de setembro de 2022

Exército de Israel assassina jovem ativista palestino

CRUELDADE. Parentes lamentam a morte de jovem palestino no hospital de Hebron (Foto: Mussa Qawasma/Reuters)

Palestino de 28 anos foi baleado pelas forças armadas sionistas durante uma manifestação em Hebron, no sul da Cisjordânia.

Igor Barradas | Redação Rio


INTERNACIONAL – No último dia 1º de abril, o exército de Israel assassinou o jovem palestino Ahmad al-Atrash, 28 anos, durante uma manifestação contra a ocupação sionista, em Hebron. A cidade, a maior da Cisjordânia, foi palco de inúmeros confrontos entre a população palestina e tropas de Israel na última semana.

O diretor do hospital governamental de Hebron informou à imprensa local que al-Atrash chegou ao pronto-socorro em um estado muito crítico, sucumbindo aos ferimentos logo após ser internado. 

O laudo médico indica que o manifestante foi baleado na cabeça pelas forças israelenses.

Ahmad foi um jovem que lutou toda sua vida contra o fascismo sionista. O ativista estava em liberdade depois de cumprir seis anos de pena em um cárcere de Israel, como informou a imprensa palestina Wafa.

A polícia e as forças armadas sionistas assassinam ou encarceram constantemente opositores ao Estado criminoso de Israel. Somente no dia 18 de maio do ano passado, 213 palestinos foram mortos em um bombardeio. Entre os mortos, 61 eram crianças, 36 mulheres e 16 idosos. Mas sobre isso a imprensa burguesa silencia. Onde estão as sanções econômicas contra Israel? Quantas multinacionais deixaram de operar naquele país depois desse massacre? Por acaso Israel sofreu alguma penalidade por assassinar 213 civis palestinos?

Palestinos vivem sob um regime tão desumano quanto o Apartheid e os campos de concentração nazistas (Foto: El País)

Israel usa métodos fascistas em suas ocupações militares 

Além de abrigar mais de 200 mil palestinos, há cerca de mil colonos israelenses vivendo na cidade de Hebron. Os sionistas moram em assentamentos ilegais, que se encontram sob proteção militar de Israel. 

Estes assentamentos possuem uma política colonial de negação do acesso dos palestinos à cidade. Além disso, violam as leis internacionais de soberania nacional. 

Os palestinos vivem sob um regime tão desumano quanto o Apartheid e os campos de concentração nazistas. Há 74 anos, resistem contra a ocupação estrangeira do país. É preciso denunciar esse genocídio histórico, garantindo a autodeterminação deste heróico povo e o fim da ocupação militar imperialista.

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