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sábado, 2 de julho de 2022

Empresários do transporte pioram a linha 9 – Esmeralda, em SP.

Cerca de 600 mil passageiros utilizam a Linha 9-Esmeralda por dia. Esse é o tamanho da responsabilidade que a empresa privada Via mobilidade tem, ou deveria ter. Desde sua privatização, inúmeros acidentes ocorreram. 

Victor Brito


SÃO PAULO – Na terça-feira, 24 de maio de 2022, ocorreu uma falha de sinalização na estação Grajaú, um dos extremos da linha 9-Esmeralda. Foram praticamente três horas de situação caótica em mais um dia difícil para o passageiro dos trens, o resultado foi a superlotação, escada rolante desligada para conter o fluxo de pessoas e falta de comunicação na linha para os passageiros. Esse foi apenas um episódio de diversos outros apenas no mês de maio. No dia 19,  os trens superlotados não seguiam viagem e os usuários tiveram que descer na via e caminhar nos trilhos, o clima na estação Grajaú em um horário de pico foi de revolta.

Em todo o período, o aplicativo e o site da Via Mobilidade diziam que as operações estavam normais, e após o ocorrido a Via Mobilidade lançou uma nota colocando a culpa no fluxo de pessoas na estação Santo amaro.

Desde quando a Via Mobilidade assumiu as operações em 27 de janeiro de 2022, as linhas 8 e 9 tiveram acréscimo no número de problemas, inclusive com uma batida de um trem contra uma plataforma da estação Júlio Prestes em 10 de março de 2022, na linha 8, resultando na demissão de um trabalhador, A Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo (STM) já multou a Via Mobilidade em R$ 7,9 milhões por não cumprimento contratual.

O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia não vê necessidade de romper contrato com a Via Mobilidade e promete melhorias em um mês nas linhas 8 e 9, mas, sabemos que ele e os acionistas da empresa não se importam com o povo e sim com seus lucros, esse é o projeto dos ricos para o estado de São Paulo, entregar o transporte nas mãos das grandes empresas para que elas coloquem o lucro acima do direito de cada cidadão.

Todos nós sabemos que a precarização do transporte e a falta de investimento não vem de hoje, toda a forma de transporte que temos hoje é um projeto de longos anos e vimos isso na prática com os ônibus da região Sul da cidade, o Grupo Ruas é quem administra a maior parte dos transportes hoje, em conjunto com o poder público. É um grupo empresarial brasileiro de transportes urbanos, fundado em 1961 por José Ruas Vaz. Atualmente o conglomerado tem a participação em mais de 50 empresas. O grupo ganhou espaço no final do mandato de Marta suplicy na prefeitura de São Paulo e hoje detêm a maior parte da frota de ônibus da cidade com mais de 6.800 ônibus, cerca de 53% da frota da capital Em 2012 a Prefeittura de São paulo repassou ao Grupo Ruas cerca de R$ 2,07 bilhões.

Em 2004, o Grupo Ruas fundou a holding RuasInvest, que participa como sócia em outras companhias de diferentes segmentos de PPP (Parceria público-privada) sendo elas, Via Mobilidade, Via quatro, Move São Paulo e a Otima, uma concessionária que administra a publicidade dos mais de 7.500 pontos de ônibus da cidade São Paulo. Além disso, temos o banco Luso brasileiro, instituição financeira que atua no financiamento de ônibus para empresas.

Empresas de ônibus que o Grupo Ruas é responsável da região sul; Unidade M’Boi Mirim, Viação Grajaú e Viação Campo Belo.

É necessário que todas as privatizações do transporte trem, metrô e ônibus sejam revertidas e não podemos mais aceitar esse projeto político de destruição do transporte pois, o desenvolvimento das cidades, aumento do número de empregos e da qualidade de vida da população passa por um transporte de qualidade, por isso ele não deveria ser mercadoria, e sim direito. Submetido aos interesses privados, o transporte é caro e com baixa qualidade para garantir os lucros dos acionistas. Devemos lutar para que todo sistema seja 100% estatal e esteja nas mãos das trabalhadoras e trabalhadores

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