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sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Fascistas atiram em manifestantes no 1º de Maio, no Chile

Em Santiago, fascistas iniciaram um tiroteio no 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores. Denúncias apontam que um carro em alta velocidade, com vidros escuros, também disparou contra os manifestantes. Igor Barradas | Redação Rio
INTERNACIONAL No Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras, em Santiago, no Chile,  fascistas fortemente armados iniciaram um tiroteio brutal contra os manifestantes. Cerca de 150 mil pessoas estavam na Alameda, a principal avenida da cidade, quando iniciou a ação paramilitar que tentou acabar com o ato. Francisca Sandoval, jornalista do Canal Señal 3 de La Victoria, um menor de idade e duas outras pessoas foram fortemente feridos. A jornalista está no antigo Posto Central, em recuperação. Tradicionalmente, manifestações, greves e atos são realizados pelos trabalhadores de todo o mundo nesta data histórica. Após o ataque, dois sujeitos que estavam envolvidos no atentado foram seguidos pelas câmeras e conseguiram ser identificados. Se iniciou uma busca pelos homens, que logo foram encontrados. Os dois detidos são ligados a grupos de extrema-direita e maiores de idade. Um deles tinha antecedentes criminais. A atividade nem sequer chegou a terminar quando as Forças Especiais dos Carabineros, a polícia militarizada chilena, atacaram os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água. Confrontos deste tipo são comuns no Chile. Em 2019, pelo menos 230 pessoas perderam a visão, parcial ou completamente do olho afetado, devido a tiros com espingarda de pressão disparados por agentes policiais durante protestos contra o antigo governo. Inúmeras organizações denunciaram a polícia militar do Chile por violações aos direitos humanos no país.

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