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quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Chavoso da USP ministra aula pública em ocupação do MLB

A aula-pública do Chavoso da USP, realizada em uma ocupação por moradia em Mauá, ajudou a aprofundar o debate sobre problemas enfrentados pelo povo pobre da periferia.

Michael Rocha – Estudante


SÃO PAULO – Thiago Torres, mais conhecido como “Chavoso da USP”, realizou uma aula aberta ao público com o tema “A Organização da Periferia na Luta contra o Genocídio da Juventude”. A atividade ocorreu a partir de um convite do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).

Thiago procurou esclarecer inicialmente o que significa genocídio – termo usado cada vez mais debaixo desse governo verdadeiramente genocida do ex-capitão da reserva, Jair Messias Bolsonaro – com exemplos do genocídio indígena que ocorreu e ocorre até hoje em nosso país, o genocídio nazista durante a segunda guerra mundial e por fim o genocídio negro que ocorre cotidianamente nas favelas e em todo o território brasileiro.

Outro ponto importante trazido na aula foi a discussão sobre a violência policial que é o principal agente causador das mortes da juventude negra, que ocorrem a cada 23 minutos. Foi feito um recorte histórico da formação da Polícia Militar do nosso país – fundada inicialmente para ser a guarda real da família Portuguesa.

No estado de São Paulo, a Polícia Militar surgiu com o nome de “Milícia Bandeirante”, termo usado até hoje pelos entusiastas fascistas da militarização da polícia. O termo remete aos bandeirantes, tidos hoje no imaginário paulista como heróis que desbravaram o território para explorar a mata densa em busca de expansão e ouro, mas que na verdade deixaram um rastro de sangue indígena por onde passavam: prendendo, estuprando e incendiando as aldeias dos povos originários do nosso país.

Cada estrela no brasão de armas da PMESP significa algum evento de importância para o braço armado do Estado e de sofrimento para o povo, entre eles: repressão de revoltas populares, a Guerra do Paraguai e a participação na ditadura militar, intitulada por eles como “contra-revolução”.

O evento contou com intervenções da coordenação do MLB, dando um panorama das lutas que o movimento tem travado desde o começo da pandemia. Foram 23 ocupações mesmo debaixo do perigo de se expor a esse vírus mortal, pois as milhares de famílias que se organizaram no MLB nesse tempo entenderam que o maior vírus que assola o território nacional é esse governo militar fascista, que nos violenta constantemente com o aumento da carestia, a falta de moradia e o total descaso com a população.

Vale também lembrar do grande ato nacional contra a fome realizado pelo movimento, que conquistou 7500 cestas básicas às famílias.

Espaços como esse são de grande importância para radicalizar cada vez mais nossa classe, mostrando quem são os verdadeiros inimigos do povo e como é necessária a organização dos trabalhadores enquanto maioria para a derrocada desse sistema de opressão e genocídio. Além disso, torna nossas ocupações espaços de cultura e de formação, verdadeiros refúgios onde nosso povo pode se formar para ter mais armas para lutar contra o capitalismo.

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