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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Indícios apontam que ataques racistas a Léo Péricles partiram da Câmara dos Deputados

Gabinete do ódio entrou em ação nas últimas semanas para atacar a pré-candidatura da Unidade Popular. Ao menos um dos ataques partiu de um número de telefone da Câmara dos Deputados. UP entrou com denúncia no Ministério Público para investigar ataques.

Carla Castro, Porto Alegre


BRASIL – Nas últimas semanas, o pré-candidato à presidência da República pela Unidade Popular pelo Socialismo (UP), Léo Péricles, vem recebendo dezenas de mensagens de cunho racista. Após denúncia feita nas redes sociais e repercussão na imprensa, a UP protocolou no Ministério Público Federal de Natal uma representação pedindo a abertura de inquérito sobre o crime de racismo.

“Em reunião com a equipe de advogados do partido concluímos pela imediata denúncia do ocorrido ao Ministério Público Federal”, destaca Léo. O requerimento foi assinado por Thiago Santos, advogado e dirigente nacional da legenda.

Conforme nota divulgada pela assessoria do pré-candidato: “Quando tornamos pública a informação sobre as mensagens que recebi, também comunicamos que tomaríamos as medidas cabíveis. Entregamos ao MPF uma representação que exige a adoção das medidas para identificação e punição dos racistas. Logo após a repercussão do caso, foram trazidos à nossa assessoria jurídica  elementos que apontam que, pelo menos um dos ataques foi feito a partir de uma linha de telefone que pertence à  Câmara dos Deputados. Não aceitaremos esse tipo de atitude”.

Vale destacar que logo após, o jurídico dar entrada com o documento, um dos fascistas foi para outra rede social, nesse caso, o Twitter, e publicou montagens onde aparece um carro da Polícia com a cabeça de Léo Péricles fazendo alusão ao caso de George Floyd, negro e norte-americano assassinado por policiais.

Não bastou atacar somente Léo, o mesmo perfil comentou diversas postagens da pré-candidata à deputada federal pela Unidade Popular de Goiás, Laryssa Sampaio. Assim que ela anunciou sua chegada à rede social, o racista comentou: “Bem que senti o fedor de preto”. 

Entenda os ataques

A primeira mensagem racista chegou no celular da assessoria de imprensa de Léo Péricles, que dizia: “odeio negros”, este é o número que, de acordo com indícios, pertence à Câmara dso Deputados. Já nos dias 13 e 14 de julho, os perfis nas redes sociais do pré-candidato receberam dezenas de mensagens racistas e nazistas, inclusive citando os nomes de Jair Bolsonaro e de Adolf Hitler.

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