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sábado, 10 de dezembro de 2022

Estudantes se organizam para garantir acesso a cultura

Envolvendo principalmente os estudantes da periferia do estado, nos últimos anos, a Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro (AERJ) promoveu dezenas de atividades como rodas culturais, slams, oficinas de teatro, dança e muito mais.

Redação RJ


JUVENTUDE – A cultura é uma importante ferramenta no processo de aprendizagem, que pode garantir não só a socialização, mas o debate de diferentes saberes, principalmente no ambiente escolar. 

Arte e a cultura são também instrumentos de resistência da cultura e tradições populares em toda a história do Brasil. As rodas de rima, por exemplo, que acontecem nas periferias do Rio de Janeiro, são espaços onde a juventude pode expressar a indignação com as mazelas que ainda assolam a sociedade brasileira. 

Os SLAMs de poesia, organizados para tirar grandes poetas da marginalização e abrir um espaço de diálogo e desabafo de jovens trabalhadores e sua labuta.

No último período, os estudantes cariocas vêm destacando essa importância. A AERJ promoveu diversas atividades culturais nas cidades do estado do Rio de Janeiro. cidades do estado do Rio de Janeiro. 

Envolvendo principalmente os estudantes da periferia do estado, nos últimos anos, a entidade promoveu dezenas de atividades como rodas culturais, slams, oficinas de teatro, dança e muito mais, construindo esses eventos majoritariamente em escolas estaduais, tendo em vista que esses são os locais onde a juventude menos tem acesso a equipamentos de cultura.

Arte é resistência

Em março de 2020, a AERJ realizou um grande mês cultural em parceria com a UCE, União Cabofriense de Estudantes, que contou com o Sarau Música Entre Nós, a Oficina de arte e terapia e também uma Oficina de Teatro. 

Junto com a UEDC, União dos Estudantes de Duque de Caxias, em 2020 realizou-se também diversas edições do SLAM de poesia nas escolas da Baixada Fluminense. 

A promoção dessas atividades traz a juventude para os espaços de cultura, que muitas das vezes é negado devido a desigualdade social e a falta de oportunidades. 

Atualmente, a arte é para muitos jovens de periferia não só um hobbie, mas uma maneira de resistir às tentativas de criminalização e preconceito e também uma ferramenta de transformação social e cultural.

Tendo como exemplo, pode-se citar, o último Rolezinho da AERJ, que levou dezenas de estudantes para assistir o filme Medida Provisória (2022) num cinema na zona nobre da cidade. Além disso, promoveu um debate que abordou os principais problemas enfrentados pelos estudantes da periferia do Rio, dando uma nova perspectiva de mundo para cada um dos presentes, que saíram muito mais dispostos a construir a mudança.

Por isso, a AERJ luta para que cada jovem tenha liberdade para consumir e produzir arte e cultura, garantindo seu acesso ao lazer e a cidade além da preservação da memória das tradições culturais.

 

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