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sábado, 10 de dezembro de 2022

Estudantes belo-horizontinos protestam contra cortes

O Governo Bolsonaro confiscou na quarta-feira (25) mais de R$1,1 bilhão de universidades e institutos federais. Estudantes e trabalhadores do CEFET-MG em Belo Horizonte paralisam uma das principais avenidas da cidade em protesto.

Maria Laura Diniz e Mateus Gabriel


BELO HORIZONTE – Na última quarta-feira (5), o governo do presidente fascista Jair Bolsonaro anunciou o confisco de R$1,1 bilhão do orçamento do MEC (Ministério da Educação) para o ano de 2022. O bloqueio ameaçava fechar as universidades e institutos federais, que não teriam dinheiro sequer pra custear energia, água e insumos para as aulas, como foi mostrado recentemente pelo Jornal A Verdade.

Hoje, os estudantes do CEFET-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) em Belo Horizonte, organizados pelo Grêmio Estudantil e pela UJR (União da Juventude Rebelião) fizeram um protesto em frente à Av. Amazonas, uma das principais avenidas da cidade.

Mais de 300 estudantes, técnicos-administrativos e professores do CEFET fecharam um dos sentidos da avenida durante todo o intervalo do almoço, mesmo debaixo de chuva, com cartazes, faixas e muita energia pra denunciar a real intenção dos cortes de Bolsonaro: subornar o Centrão através do Orçamento Secreto e precarizar ainda mais a educação pública do nosso país.

Maria Laura Diniz, presidente do Grêmio do CEFET-BH e militante da UJR, diz que: “É muito importante que os estudantes de todo o país se mobilizem nesse momento. O Bolsonaro fará de tudo para ganhar as eleições e, para isso, destina dinheiro público para o orçamento secreto a troco do apoio da elite brasileira, além de ameaçar diversas vezes um golpe com ajuda dos militares. É fundamental que toda a juventude vá para as ruas barrar esse governo fascista imediatamente!”.

O SINDIFES (Sindicato de Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino) apoiou o ato e vários técnicos-administrativos estiveram presentes durante a manifestação. O Sindicato marcou uma assembleia da categoria para o dia 10 de Outubro, próxima segunda-feira, para discutir os impactos dos cortes e ainda sobre outra ameaça pro servidor público, a Reforma Administrativa (PEC 32) que está sendo discutida na Câmara dos Deputados.

A energia do ato mostrou pra população e pra própria comunidade estudantil que há uma imensa vontade de lutar contra tudo que o governo Bolsonaro está impondo, e que a maioria do povo rejeita o milionário fascista. Mas só com organização e luta nas ruas é possível derrubar o poder dos ricos e dos poderosos, e construir uma alternativa popular e democrática para a educação do nosso país.

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