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domingo, 23 de junho de 2024

CARTA: Os problemas do povo de Ribeirão Pires na gestão de um prefeito fascista

Povo de Ribeirão Pires, no ABC Paulista, sofre com política fascista. Prefeitura do PL piora as condições de vida da população. Cidade vive crise na saúde, transporte e em outras áreas.

Gabriel Godec Cardoso, Gustavo Liochi, Patrícia Braz e Kawni Romero Galante | Ribeirão Pires – SP


CARTA = O povo de Ribeirão Pires (SP) vêm sofrendo com os efeitos da política municipal, que é comandada hoje pelo fascismo. O prefeito da cidade, Clovis Volpi (PL) defende e empurra aos trabalhadores e trabalhadoras da cidade o retrocesso, o sucateamento das políticas públicas e o abandono das regiões periféricas da cidade. 

A cidade vem sendo afetada por algumas destas políticas negativas, algumas aprovadas por debaixo dos panos. É o caso da terceirização do Caps e de outros serviços da saúde fundamentais para a população, dos aumentos abusivos nas tarifas do transporte, passando de R$5 para $5,50 ou a  falta de água frequente na cidade, deixando a população mais pobre de mãos atadas várias vezes durante a semana.

E por aí vai. Estes pontos, dentre outras políticas da extrema direita, são fruto de uma longa alienação e uma imensidão de Fake News que são usadas como agitação e propaganda pelo fascistas. O grupo político que comanda a cidade pagam veículos de comunicação para apagarem toda e qualquer matéria negativa que os prejudique. Também o prefeito conta com o apoio do Governo Estadual que hoje também tem como representante o fascista Tarcisio de Freitas.

Saúde em crise

Além disso, as políticas assistenciais implementadas pela prefeitura não são efetivas. Um exemplo disso é a saúde pública de qualidade, algo essencial, mas na cidade onde o fascismo está no poder tem ficado mais sucateada dia a dia. Enquanto no Brasil o número de depressão e ansiedade vem subindo a cada ano, em Ribeirão Pires a Prefeitura tira de suas mãos o dever de investir em saúde em toda a sua amplitude.

A única UPA da cidade foi estrategicamente construído em um dos bairros mais distantes do Centro, o Santa Luzia, para que aqueles que moram do outro lado da cidade não somente tenha que pagar duas passagens, mas talvez quatro, por conta da dificuldade que é fazer uma baldeação numa rodoviária aberta e com tão poucos servidores. Ou seja, a maior parte da população de Ribeirão não tem acesso ao equipamento.

A situação de sucateamento da saúde pública não para por aí: uma enfermeira, que pediu anonimato, atuou tanto no hospital de campanha na época do auge da COVID-19 como na UPA Santa Luzia. Ela nos relatou que, além da precarização que já estamos “acostumados”, ela viveu uma história particularmente interessante: “Uma vez chegou uma menina com mais ou menos 20 anos e o amigo dela, falando que eram da família Nardelli e que queriam fazer teste para Covid-19. A supervisora da UPA na época largou tudo o que estava fazendo e foi atendê-los, enquanto havia pessoas por mais de 5 horas na fila de espera. Depois disso, a menina virou para o amigo e disse ‘viu? É só falar que é de família rica que eles nos atendem rapidinho’ “, contou a enfermeira, escancarando o descaso da prefeitura com as trabalhadoras e trabalhadores.

Políticos de direita não cumprem promessas

Enquanto isso, a cidade vem sendo precarizada, candidatos fascistas e de direita fazem promessas que quando eleitos não cumprem. O próprio Volpi, durante a campanha eleitoral prometeu o aumento no salário dos funcionários públicos, mas até agora não o fez e não há nem sequer previsão. 

Um morador de Ribeirão Pires, aposentado e funcionário público há mais de 10 anos, que também preferiu não se identificar, relata: “O voto em Clóvis Volpi foi pela sua promessa de reajuste em nossos salários, é um absurdo ganharmos tão pouco comparado a funcionários públicos de todo ABC. Um condutor de ambulância da cidade não chega a ganhar 1.400 reais no líquido. Clóvis não cumpriu o que prometeu.”.

Já no que diz respeito ao lazer e a cultura para os munícipes, as reclamações são sempre as mesmas. Pamela Henrique, de 34 anos e José Augusto Bonfim, de 16 anos relataram o fato da maior parte do lazer da cidade ser privado, pago. 

O Clube Ribeirão Pires pertence somente à grande elite da cidade. “O Campi que tinha a prefeitura fez questão de reformar e encurtar o tamanho, só há 2 brinquedos para crianças, e além disso, a famosa vila do doce está sempre em reforma, e parece nunca terminar.”, relata Pamela.

Falta de segurança e cultura

Conforme cresce a miséria no município por conta do fracasso fascista que se mantém no poder desde a fundação da cidade, a prefeitura opta por enriquecer a segurança privada. Sua segurança só existe para bairros em que empresas privadas cobram uma taxa para supostamente proteger daqueles que o próprio sistema acabou formando.

Outro fator dominante é a questão do trabalho. Com cerca de 125 mil habitantes a cidade só possui 21 mil postos de emprego, ou seja, mais de 80% da população da cidade tem de buscar trabalho em outros municípios e ficarem longe de suas casas durante todo o dia, voltando apenas para dormir, se comportando como uma cidade dormitório que se antes abastecia os trabalhos de fábricas e indústrias do ABC, com a desindustrialização da região, acabam em empregos cada vez mais precários e cada vez mais longe.

Só a organização popular pode mudar esse cenário

Somando uma média salarial abaixo da média regional e aluguéis abusivos causados por especulação e gentrificação, os trabalhadores e trabalhadoras sofrem com a fome, cortes de energia e falta de água por toda a cidade, o que é agravado com uma taxa de lixo abusiva que foi removida pela gestão Volpi para a reeleição, mas já retomada em março de 2023, com outro nome, pela gestão nepotista de seu filho.

O capitalismo só existe enquanto suas vítimas não se voltarem contra ele. Enquanto jovens e trabalhadores de todos os lugares não se unirem, enquanto proletários e estudantes não tomarem a convicção de que tudo que eles querem é que sofremos nas mãos de sua burguesia.

Precisamos tomar o poder de cada município, tirar do poder aqueles que sequer sabem como é usar transporte público. Como diz o Presidente da Unidade Popular pelo Socialismo, Leonardo Péricles: “o socialismo não dá ao povo o acesso às migalhas, e sim ao banquete”. 

É nas ruas que fazemos nossa política, conquistando cada trabalhador e estudante, mostrando que existe uma saída para tudo isso que passamos no dia a dia por conta de milionários e políticos que nos exploram a cada segundo de nossas vidas. Precisamos apresentá-la em cada bairro, cada escola, cada posto de trabalho e crescer nossas fileiras para termos mais condições de avançar a nossa luta.

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