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quinta-feira, 18 de abril de 2024

Ao menos 460 mil pessoas sem luz, após ciclone no Rio Grande do Sul

A situação é grave. A passagem de um ciclone extratropical, com rajadas de vento de até 100 km/h, causa estragos e transtornos no Estado. Tempestade avança para outros estados da Região Sul.

Claudiane Lopes | Redação


BRASIL – A passagem de um ciclone extratropical no RS causa mortes, alagamentos, bloqueia estradas. Até agora, mais de 50 famílias estão desalojadas e 460 mil pessoas sem luz, segundo a concessionária CEEE Equatorial. Na região metropolitana de Porto Alegre, 323 mil residências estão sem luz, enquanto no litoral norte esse número é de 54 mil. São 16 cidades do estado que estão alagadas.

As áreas mais atingidas são o Litoral Norte, Serra Gaúcha, Vale dos Sinos, Paranhana e Caí, além da Capital e Região Metropolitana. Uma pessoa morreu e cinco estão desaparecidas por consequência dos temporais atingem o estado desde a madrugada desta sexta (16/06).

De acordo com o governo do estado, a pessoa que morreu em São Leopoldo sofreu uma descarga elétrica e tinha 23 anos. Já o homem que desapareceu na cidade estava em um carro que foi arrastado pela correnteza de um riacho durante a madrugada. As águas invadiram hospitais e pacientes foram socorridos por barcos. Estradas estão bloqueadas, 12 voos foram cancelados e há falta de luz em várias regiões.

Centenas de famílias foram encaminhadas para ginásio esportivos, escolas e igrejas que estão recebendo doações de colchões, cobertores, alimentação e agasalhos. Muitos perderam tudo em suas casas, devido os alagamentos nos bairros mais precários da capital e da região metropolitana onde foi mais atingido. Além disso, sobiu para 20 o número de rodovias estaduais com bloqueios em decorrência das fortes chuvas que afetam o Estado.

“Nos solidarizamos com todos que estão sofrendo as consequências do ciclone que passou pelo RS nessa noite. A ausência de uma política por parte dos governos com a falta de preservação ambiental, de investimentos em saneamento, drenagem, contenção de riscos, faz com que as consequências dos fenômenos climáticos sejam mais fortes para as pessoas pobres que vivem em bairros precários e periféricos”, afirma a moradora de Porto Alegre e Presidente da Unidade Popular-RS Priscila Voigt.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou uma nota, recomendando que a população evite deslocamentos pelas áreas afetadas pelas fortes chuvas e ventos que atingem o Estado desde ontem. A prioridade da Defesa Civil, neste momento, é o atendimento das pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Algumas cidades suspenderam as aulas em instituições municipais de ensino.

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