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sábado, 13 de abril de 2024

108 milhões de pessoas vivem refugiadas devido às guerras imperialistas

Igor Barradas | Rio de Janeiro


INTERNACIONAL – A natureza espoliadora do imperialismo, a crise econômica e o aumento das guerras levaram milhões de trabalhadores a fugirem de seus países em busca de segurança e melhores condições de vida. É o que aponta o relatório “Tendências Globais em Deslocamento Forçado”, da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Segundo o estudo, em 2022, 108,4 milhões de pessoas viviam como refugiadas no mundo, um recorde histórico.

Essa situação se agravou, particularmente, desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, o que elevou o número de refugiados de 27.300, no final de 2021, para 5,7 milhões, no final de 2022. “É o maior e mais rápido crescimento de refugiados em qualquer lugar do mundo desde a Segunda Guerra Mundial”, afirma a ACNUR.

A tendência é que o quadro fique ainda pior, pois os países imperialistas têm intensificado seus gastos militares e se preparam para arrastar os povos para uma nova guerra mundial. Como dizia o camarada Stálin, “o problema de se saber se um punhado de multimilionários poderá lançar a humanidade no abismo de uma carnificina é um problema que atualmente agita os corações de todos aqueles que prezam os interesses da paz, da liberdade e do progresso”. 

Obrigada a deixar seu lar

Ainda segundo o levantamento da ONU, uma em cada 74 pessoas foi obrigada a deixar seu lar devido às guerras que os imperialistas promovem em busca de riquezas e mercados. 2022 foi o nono ano consecutivo de aumento do número de refugiados. 

Do total de deslocados no mundo, 35,3 milhões são refugiados, ou seja, pessoas que cruzaram uma fronteira internacional, enquanto 62,5 milhões são deslocados internos, que permanecem em seus países de origem. 

Mesmo conseguindo fugir da violência da guerra, os refugiados são recebidos nos países ricos com preconceito, racismo e mais violência. De fato, nos últimos anos, cresceram nos Estados Unidos e na União Europeia a xenofobia e o ultranacionalismo de direita, alimentados por governos e partidos de caráter fascista. Quem não se lembra do muro construído pelo ex-presidente dos EUA Donald Trump na fronteira com o México, ou das políticas anti-imigração promovidas pelos países europeus? 

Os responsáveis

A verdade é que as potências imperialistas são os responsáveis por essa tragédia humanitária. Em busca de petróleo, riquezas, mercados, acesso a outros recursos e posições militares estratégicas, Estados Unidos, Rússia, França, Inglaterra, Alemanha e China, direta ou indiretamente, incentivam, planejam, financiam, invadem, bombardeiam e assassinam milhões de jovens e trabalhadores, transformando-os em bucha de canhão para enriquecer a burguesia. Estes países sabotam, promovem bloqueios e impõem sanções econômicas que geram instabilidade social, miséria e conflitos generalizados, gerando novos refugiados.

Infelizmente, enquanto o capitalismo for o modo de produção dominante no planeta, a humanidade continuará refém das guerras, da fome e do desemprego. A classe trabalhadora e os povos são os maiores prejudicados com a manutenção do sistema capitalista e, por isso mesmo, os maiores interessados em sua superação. 

Os comunistas revolucionários, que lutam por uma nova ordem social, solidária, fraterna e sem miséria, são contra as guerras imperialistas e não têm medo de afirmar que o único caminho para a paz mundial é o socialismo. 

Esse tratamento injusto, indigno e desumano aos migrantes e refugiados de todo o mundo não é eterno. Uma saída revolucionária para a crise é possível. A solução para acabar com todos esses problemas é a revolução social do proletariado e o fim do sistema capitalista-imperialista. Pois, como ensina a canção A Internacional, queremos “Paz entre nós e guerra aos senhores! Façamos greve de soldados! Somos irmãos, trabalhadores!”.

Matéria publicada na edição nº 276 do Jornal A Verdade.

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