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terça-feira, 16 de abril de 2024

Estudantes e trabalhadores realizam paralisação de 48 horas na UFRRJ

A ação contou com diversas atividades e forçou a reitoria a adiar a votação do novo e antidemocrático regimento para o alojamento da universidade.

Giovanni Bosco e Gabriel GB | Seropédica (RJ)


JUVENTUDE – Nos últimos dias 7 e 8 de novembro, entidades e sindicatos dos trabalhadores das universidades federais convocaram uma paralisação nacional exigindo recomposição salarial, melhores condições de trabalho e o fim da reforma administrativa.

Na UFRRJ, essa mobilização somou forças com a luta dos estudantes contra o novo regimento interno da Universidade. Acontece que a proposta de regimento apresentada pela reitoria foi construída sem nenhum diálogo com  o corpo discente e  prejudica, principalmente, os estudantes moradores do alojamento, uma vez que o novo regimento contém normas extremamente repressivas como a proibição de visitas, proibição de colagem de cartazes no espaço do alojamento e a proibição da moradia de crianças maiores de 12 anos com suas mães alojadas. 

A resposta surgiu a partir de Assembleia Estudantil realizada com a presença de mais de 150 estudantes, que aprovou um calendário de lutas convocado em unidade entre o DCE, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Rural (SINTUR) e a Associação dos Docentes da Universidade Rural (ADUR), além dos diretórios acadêmicos e demais movimentos da Universidade, que gritaram em coro contra as medidas arbitrárias e em defesa da educação pública.

Quem luta conquista

A paralisação contou com uma agenda de lutas que incluía panfletagens, um ato unificado na entrada do portão principal e uma nova assembleia, com o objetivo de propor um novo regimento para o alojamento, desta vez com os estudantes podendo opinar.

Após o ato na parte da manhã, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAES) publicou nota adiando a votação do novo regimento para o início do próximo ano. Beatriz Silva, militante do Movimento Correnteza, moradora do alojamento e Diretora de Assistência Estudantil do DCE considera que “foi uma grande conquista termos conseguido adiar a deliberação desse novo regimento. Mas não significa que a luta tenha acabado, é continuar mobilizando e lutando para que o regimento atenda as necessidades dos estudantes alojados.”

No dia 8 ainda ocorreu uma atividade cultural e uma nova assembleia para traçar os rumos das lutas estudantis. Fato é que só os estudantes organizados podem conquistar mais democracia e o direito de permanecer na Rural.

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  1. O problema está longe de ser apenas o relatado na matéria, a falta de infraestrutura é tamanha que quem mora tem que ter zelo para não ligar alguns aparelhos elétricos ao mesmo tempo para não apagar o sistema elétrico, os quartos são super velhos e mal conservados, as ruas são de terra, a iluminação é péssima tornando o lugar todo perigoso a noite, os horários dos ônibus que circulam pela faculdade são péssimos e tem uma linha extremamente limitada, sem falar que eu por exemplo tenho aulas até às 22hrs, a empresa de ônibus local chamada de Real Rio limita o trânsito de carros, tendo o inconveniente de por exemplo, uma das linhas que faz Seropédica x coelho neto o último carro sai às 21:30… É daí pra pior

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