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quarta-feira, 29 de maio de 2024

O genocídio de Israel contra ao povo palestino

A longa luta pela libertação da Palestina já dura séculos e está no coração do Oriente Médio. Explorados social, econômica e politicamente pelo colonialismo turco-otomano, francês e britânico e, posteriormente, pela colonização sionista, que já dura mais de 75 anos, os palestinos persistem pelo direito à sua autodeterminação, soberania e a constituição de um Estado Palestino.

Fernanda Mello e Fernando Alves | São Paulo e Belo Horizonte


INTERNACIONAL – Em 1948, com a criação do Estado de Israel a partir do Plano de Partilha da Palestina, feito pela Organização das Nações Unidas (ONU), ocorre o êxodo do povo palestino, chamado de Al-Nakba (a catástrofe, em árabe). O período também marca a retirada do controle militar e colonial britânico na região, repassando-o ao regime sionista israelense através da “Declaração de Balfour”.

O Estado de Israel: fruto da violência

Estima-se que mais de 700 mil árabes palestinos fugiram ou foram expulsos de suas terras. Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), refugiados palestinos são as “pessoas cujo lugar de residência habitual era o Mandato Britânico da Palestina, entre junho de 1946 e maio de 1948, e que perderam suas casas e meios de vida como consequência da guerra árabe-israelense de 1948”. Mais de 80% dos habitantes árabes dos territórios que viriam a formar o Estado de Israel abandonaram suas cidades e aldeias, indo para outras áreas da mesma região ou para países vizinhos.

Visto que a ONU também considera os descendentes dos refugiados de 1948, o número atual de refugiados seria superior a quatro milhões de pessoas. Um êxodo imposto pela crueldade do Exército de Israel, com total apoio das principais potências capitalistas.

Os eventos de 1948 são lembrados pelos palestinos todos os anos no dia 15 de maio, o dia seguinte à comemoração da “independência” de Israel, no feriado que ficou conhecido como Dia da Nakba. Em fevereiro de 2010, o Knesset (parlamento israelense) aprovou uma lei que proíbe manifestações públicas em Israel nesta mesma data. Isto é, as manifestações democráticas são livres em Israel, caso não sejam feitas por palestinos.

Genocídio legitimado pelas potências imperialistas

No dia 07 de outubro, o Hamas (grupo político-militar palestino) realizou a “Operação Tempestade”, com uma incursão no território hoje controlado por Israel. Desde então, Israel aumentou o bloqueio em toda a Faixa de Gaza, impedindo a entrada de combustível, alimentos, suprimentos, medicamentos e cortando a água e a eletricidade.

Israel passou também a reprimir manifestações em seu território e acelerou, de fato, o massacre à população de Gaza, com bombardeiros diários contra prédios residenciais, hospitais, escolas, ruas, e até o uso de uma arma química proibida pelo Direito Internacional, o fósforo branco, que queima pele e órgãos de maneira contínua e prolongada.

Segundo as informações oficiais, deslocou cerca de 300 mil soldados para a fronteira com Gaza.

Gaza é hoje o maior campo de concentração a céu aberto do mundo. E é importante destacar que a média de idade é de apenas 17 anos, constituindo-se como um local de jovens e crianças, que vivem sob constante ataque, bombardeios e insegurança alimentar. A ONU afirma que mais de 80% dos habitantes da Faixa de Gaza vivem na pobreza, com extrema restrição e de acesso à água potável e à eletricidade em níveis considerados de grave crise humanitária, mesmo antes destes últimos atos de violência.

Pelo direito do Estado da Palestina

A guerra atual não é entre Israel e a Palestina, muito menos entre Israel e o Hamas. É um ataque unilateral de uma potência fortemente armada contra um povo indefeso. Uma guerra de invasão, de ocupação colonial e apartheid. Um genocídio de Israel contra os palestinos.

Nesse ataque, Israel conta com o apoio incondicional dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha e outras potências capitalistas. E também conta com a cumplicidade dos grandes meios de comunicação capitalistas, que sustentam mentiras permanentes e impõem uma narrativa de que Israel é vítima e os palestinos são terroristas, numa propaganda sistemática semelhante aos nazistas.

Atualmente, grande parte da palestina se encontra ocupada e o governo israelense comete todos os dias graves crimes de guerra, anteriormente classificados pela ONU, mas protegidos pelos Estados Unidos e pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

A causa palestina vem recebendo o apoio incondicional de milhares de pessoas que saem às ruas em todas as partes do mundo e denunciam as injustiças e os ataques de Israel contra o povo palestino. A luta pelo direito à autodefesa do povo palestino e pelo seu Estado é uma das lutas mais justas da atualidade.

Matéria publicada na edição nº 281 do Jornal A Verdade.

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