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sábado, 18 de maio de 2024

Greve dos trabalhadores do Hospital do Câncer de Pernambuco conquista vitória

Trabalhadores em greve da categoria da saúde do Hospital do Câncer de Pernambuco conquistaram o pagamento do piso salarial, que não era pago integralmente desde dezembro. 

Redação PE


TRABALHADOR UNIDO – Nesta segunda-feira (13), os profissionais da saúde do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP), entraram greve em uma assembleia realizada com as categorias da enfermagem, suspendendo todos os procedimentos eletivos e garantindo os atendimentos de urgência. A paralisação foi feita por conta de um erro da gestão do hospital: as informações de dezembro e janeiro dos salários declaravam um pagamento inferior do complemento do piso da enfermagem, conquistado ano passado após uma ampla pressão da categoria em todo país.

Segundo Ludmila Outtes, presidenta do SEEPE, “Após muita demora na regularização, os trabalhadores resolveram parar as atividades pra pressionar que o dinheiro que tinha em caixa fosse usado pra pagar os salários em atraso, até que o Ministério da Saúde regularizasse o pagamento.”

Para pressionar a gestão do HCP, foi realizado um ato nessa terça-feira (14), em frente ao hospital, fechando a Avenida Cruz Cabugá, no Centro do Recife. Denunciando principalmente o atraso salarial e o pagamento do complemento do piso salarial dos meses de dezembro e janeiro. Além disso, a categoria reivindicou melhorias nas condições de trabalho, como o pagamento do adicional de periculosidade, insalubridade, contratação de profissionais.

Para Bruna, enfermeira do Hospital do Câncer de Pernambuco, “são anos de luta da categoria, e é muito triste ver nosso piso sendo desconfigurado dessa forma, como se já não bastasse o Supremo Tribunal [Federal] ter feito tantas modificações na lei, os patronais ficam procurando brechas para atrasar e reduzir nossos salários.”

A principal arma da enfermagem, assim como de toda classe trabalhadora, é a greve. Quando se faz essa opção, não é só uma luta pelo seu trabalho, é uma luta por toda a sociedade. Como disse Dona Cláudia, mãe de um paciente, “os enfermeiros trabalham com vidas, né? Não é pra faltar o dinheiro deles. Os pacientes ficam prejudicados e eles também.”

“Conseguir essa negociação entre sindicatos, o hospital e a SEES, é uma pequena vitória, pois a nossa luta continua. Queremos mais. Queremos o nosso piso na carteira de trabalho, queremos reajuste anual, queremos as 30 horas de jornada, queremos respeito! Não vamos parar por aqui!”, complementa Bruna.

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