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terça-feira, 18 de junho de 2024

Trabalho de base decide vitória em eleições do DCE da USP

Na última quinta-feira (30/05), a chapa “Fazer Valer a Luta: Ousadia para arrancar o que é nosso”, construída pelo Movimento Correnteza e os coletivos Juntos, Afronte e RUA, saiu vitoriosa das eleições para o DCE Livre da USP com mais de 3.700 votos.

Gabriel Borges | São Paulo


JUVENTUDE – Ao longo de todo o último mês de construção da chapa, o Movimento Correnteza se dedicou a debater com os estudantes da universidade qual o papel que o movimento estudantil deveria cumprir na atual conjuntura nacional e estadual, tendo em vista o cenário atual da USP. Essa vitória é resultado de um processo de lutas muito profundo ao longo da última gestão do DCE em que o Movimento Correnteza se desenvolveu, cresceu e esteve à frente da maior greve estudantil da história da USP.

Durante as eleições, o Movimento Correnteza fez um chamado à construção de um DCE antifascista na USP, que aprofunde sua relação com os Centros Acadêmicos, amplie os espaços de debate público e articule uma grande marcha estadual em defesa do orçamento da educação para colocar o Governo Tarcísio contra a parede e impor a decisão da maioria dos estudantes paulistas de ter uma universidade pública livre do fascismo e dos interesses privados do capital.

O Correnteza foi o movimento que, no último período, demonstrou o caminho da combatividade e da referência junto às bases. Construiu cozinhas solidárias para lutar contra a fome no Crusp (moradia estudantil), tem atuado em diversos CAs e DAs pela melhoria da qualidade de ensino, conquistado vitórias do interior à capital e expandindo a influência das ideias revolucionárias no seio da juventude revoltada da universidade. Essa vitória manda um recado claro para o Governo do Estado: não haverá paz para o fascismo enquanto o DCE Livre da USP honrar o nome de seu patrono Alexandre Vannucchi Leme e estiver à serviço da luta dos estudantes!

Governo fascista ataca a educação

A histórica greve de 2023 conseguiu frear o projeto privatista do governo fascista de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que insiste em cravar suas garras na educação estadual como nunca antes outro governador tentou na história recente de São Paulo. Os estudantes obrigaram o governo a negociar e conquistaram a abertura de concursos públicos para contratação de mais de mil docentes, construção de dois novos bandejões em Ribeirão Preto, oferecimento de mais refeições nos fins de semana, instauração de uma Comissão para debater o acesso indígena na universidade, entre outros.

Depois de sofrer a derrota dos estudantes, Tarcísio está trabalhando para mudar dispositivos na Lei Orçamentária de 2025 e cortar quase R$ 10 bilhões da verba do ICMS destinada à USP, Unicamp e Unesp. Apesar de ter recuado no corte de verbas, o governo manteve a disposição de cortar 30% do orçamento da Fundação Pública Estadual de Fomento à Pesquisa (Fapesp).

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