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quinta-feira, 25 de julho de 2024

PF indicia Bolsonaro e aliados pelo roubo de joias da presidência da República

Indiciamento de Bolsonaro pelo roubo de joias é mais uma prova da corrupção existente durante o governo dos generais fascistas e golpistas.

Redação


BRASIL – Dezoito meses após o início das investigações, o ex-presidente fascista Jair Bolsonaro foi indiciado no esquema de roubo de joias do Estado brasileiro para a revenda no exterior. Junto com ele mais 11 aliados, entre militares e civis, foram indiciados pela Polícia Federal nesta quinta (04/07).

As acusações são de associação criminosa, peculato (apropriação ilegal de bens públicos) e lavagem de dinheiro. No final de 2022, enquanto planejava sua fuga para os Estados Unidos, Bolsonaro tentou enviar vários kit de joias da presidência da República para serem revendidas no exterior.

O esquema foi descoberto quando um dos kits foram apreendidos pela Receita Federal na fiscalização alfandegária do Aeroporto de Guarulhos. No entanto, nesta altura muitas outras joias tinham sido roubadas e levadas para o exterior em aviões da Força Aérea Brasileira.

Os presentes de príncipes árabes a Bolsonaro se tornaram um evento comum durante o seu governo. Em troca, fundos de investimento liderados por estes mesmos monarcas conseguiram ampliar sua presença na economia brasileira. Exemplo mais conhecido é da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), vendida a preço de banana pela Petrobras ao Fundo Mubadala, ligado à monarquia absolutista dos Emirados Árabes Unidos.

Veja quem são os outros indiciados no esquema do roubo de joias

  • Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia de Bolsonaro (peculato e associação criminosa);
  • José Roberto Bueno Júnior, ex-chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia (peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro);
  • Julio César Vieira Gomes, auditor-fiscal e ex-secretário da Receita peculato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa);
  • Marcelo da Silva Vieira, chefe do gabinete de Documentação Histórica da Presidência da República no mandato de Bolsonaro (peculato e associação criminosa);
  • Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro (lavagem de dinheiro);
  • Marcos André dos Santos Soeiro, ex-assessor de Bento Albuquerque (peculato e associação criminosa);
  • Mauro Cesar Barbosa Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro);
  • Fabio Wajngarten, advogado de Bolsonaro e ex-secretário de Comunicação (lavagem de dinheiro e associação criminosa);
  • Frederick Wassef, advogado do ex-presidente (lavagem de dinheiro e associação criminosa);
  • Mauro Cesar Lourena Cid, general da reserva do Exército (lavagem de dinheiro e associação criminosa);
  • Osmar Crivelatti, assessor de Bolsonaro (lavagem de dinheiro e associação criminosa).

Agora, a expectativa é para que a Procuradoria Geral da República (PGR), chefiada por Paulo Gonet, faça a denúncia formal de Bolsonaro e seus cúmplices dentro do inquérito aberto dentro do Supremo Tribunal Federal. Caso a denúncia seja aceita e Bolsonaro condenado, o ex-presidente fascista poderá levar mais de 20 anos de cadeia por ter roubado joias que pertenciam ao patrimônio público.

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