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segunda-feira, 30 de março de 2026

“Cuba não quer ser parte dos EUA”, afirma embaixador Cubano

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Em sua primeira visita ao estado de Pernambuco, o novo embaixador cubano no Brasil, Víctor Manoel Cairo Palomo, foi recebido pelos movimentos sociais no Centro Cultural Manoel Lisboa em Recife, onde falou sobre a luta dos cubanos para manterem sua autonomia diante das recentes agressões dos EUA.

Clóvis Maia| Redação Pernambuco


INTERNACIONAL- O Centro Cultural Manoel Lisboa em Recife recebeu o novo embaixador Cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, que assumiu o cargo no início de março desse ano e chega ao Brasil com a missão de ampliar as relações dos dois países em meio aos ataques promovidos pelo governo dos EUA, que desde 30 de janeiro desse ano assinou uma Ordem Executiva contra Cuba, classificando o país como uma “ameaça a segurança americana”.

O ato foi organizado pelo Comitê de Solidariedade com Cuba de Pernambuco e marca a primeira visita do embaixador em Pernambuco.

Saudação calorosa

Além das saudações das entidades que compõe o comitê, também ocorreram as falas de Samara Martins, Pré-candidata da Unidade Popular a presidência da república, Marcelo Santa Cruz, militante histórico dos direitos humanos em Pernambuco, Lenilda Luna, do  Fórum de Solidariedade de Alagoas, Rodrigo Cavalcante, da Cátedra José Martí da Unicap, Paulo Rubem Santiago, da Rede Sustentabilidade, Cida Pedrosa, vereadora do Recife, Juliete Pantoja da Casa José Martí do Rio de Janeiro e Conceição Brito da Casa José Martí da Paraíba.

As denúncias sobre o bloqueio criminoso de Trump, a necessidade de ações concretas de solidariedade e a defesa do socialismo deram o clima ao plenário, que também teve espaço para a arte e a cultura com um documentário sobre a revolução cubana na abertura do evento e uma apresentação de músicas da América Latina com Breno Nascimento, da banda Guazapa.

“Cuba não é uma ameaça para os EUA”

Nascido em Havana e diplomata de carreira desde 2006, Victor Palomo, que também é graduado em Direito e tem mestrado em Relações Internacionais, falou sobre a situação cubana diante da atual crise energética e como o governo tem enfrentado essa situação.

Segundo Victor, “os Estados Unidos está perdendo a batalha econômica com a China, e tem tentado manter seu poder usando a guerra. Eles acham que a América Latina e o Caribe são o quintal deles. E não é esse o entendimento que os povos do mundo têm. Nós somos povos livres”.

Falando sobre a questão da conjuntura, o embaixador afirmou: “os estados Unidos não tem interesse pela democracia nem pelos direitos humanos. Eles estão preocupados com a sua forma de enxergar o mundo. Por isso que, junto com Israel, atacam o Irã. Por causa do petróleo. Por isso que invadiram a Venezuela. E isso não é democracia”.

Ainda falando sobre a crise energética e as dificuldades que Cuba enfrenta ele lembra: “Nós somos um exemplo de resistência na América Latina. A imprensa hegemônica chama de ‘resiliência’. Mas o nome mesmo é resistência. Coragem. Valentia. Nós não queremos ser parte dos Estados Unidos. Queremos continuar livres” e reafirma: “se os EUA atacarem cuba irão receber uma lição de resistência de todo um povo”.

Solidariedade militante

A atividade terminou com a entrega de um manifesto assinado pelas entidades que compõem o Comitê Pernambucano de Solidariedade com Cuba, o Fórum Freitas Neto de Solidariedade com Cuba de Alagoas e a Casa José Martí de Solidariedade com Cuba na Paraíba e o compromisso de continuar nas ruas e nas lutas pelo imediato fim do bloqueio econômico e promovendo e reforçando as ações de solidariedade, como a campanha nacional para a compra de painéis solares impulsionada pela Rede Latino-Americana e Caribenha de Solidariedade a Cuba.

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