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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Trabalhador da USP morre em acidente de trabalho. Rafael Gomes presente!

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O funcionário terceirizado da empresa “Novabrico Construções, Energia e Meio Ambiente”, Rafael Gomes de Abreu, morreu soterrado durante uma obra dentro do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), na última quinta-feira, dia 16. Estudantes e trabalhadores realizaram um ato na reitoria para denunciar a morte de Rafael

Mariana Rodrigues | São Paulo


Juventude – Em meio a uma greve geral de funcionários e estudantes por melhores condições de trabalho e estudo, a morte de Rafael, trabalhador soterrado dentro de um campus da USP evidencia o descaso que os corpos dos trabalhadores sofrem dentro da Universidade. 

Não se trata de um caso isolado, e sim de um resultado da política de venda da universidade que afeta principalmente os setores terceirizados da Universidade com maior orçamento do país

Terceirização gera morte

Para cortar gastos, a USP, seguindo a mesma lógica privatista do governador fascista Tarcísio de Freitas (Republicanos), contrata empresas terceirizadas para realizar os serviços da universidade. 

Dados do Ministério Público do Trabalho apontam que a maioria dos acidentes de trabalho ocorrem com funcionários terceirizados, que como ocorre na USP, pouco têm seus direitos garantidos. 

Dentre as humilhações enfrentadas por esses trabalhadores, estão a falta de acesso ao transporte gratuito (garantido aos funcionários concursados e estudantes) e as exaustivas jornadas de trabalho.

Greve unificada por direitos na USP!

Tamanha é a precarização dos funcionários terceirizados, que eles mal podem se organizar politicamente. Por isso, os estudantes e funcionários concursados, têm utilizado dos seus espaços para também lutar pelos direitos desse setor tão importante da universidade. Um ato foi realizado na Reitoria da USP para denunciar a morte de Rafael e as péssimas condições de trabalho.

Sem o trabalho realizado pelos terceirizados, não haveria prédios construídos, salas de aula limpas, bandejões funcionando e segurança e controle de acesso nos institutos. Por isso, toda a comunidade universitária se coloca ao lado da luta dos funcionários terceirizados.

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