UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

domingo, 1 de fevereiro de 2026
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Lançamento de livro de Pedro Laurentino reúne militantes e defensores da cultura no Recife

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O poeta e militante Pedro Laurentino foi até o Recife, lançar na noite do dia 26 de janeiro o seu sétimo livro, “Raimundos & Apolinários. . . e etc e tal”. A atividade abriu o calendário de atividades do Centro Cultural Manoel Lisboa no Recife e foi marcado como uma noite para celebrar as lutas do populares, a resistência contra o avanço do imperialismo e a defesa do socialismo como alternativa para transformar o mundo. 

Clóvis Maia- Redação PE


 CULTURA- O Centro Cultural Manoel Lisboa no Recife recebeu na noite de 26 de janeiro o lançamento do livro “Raimundos & Apolinários. . . e etc e tal”. Essa é a sétima obra do poeta e militante piauiense Pedro Laurentino, e reuniu militantes sociais, líderes sindicais, e uma juventude animada, nesse que foi o primeiro evento político cultural promovido pelo Centro Cultural Manoel Lisboa no Recife em 2026. O evento também contou com um momento de poesias, um Coffee break e a sessão de outorgados e fotos com o poeta.

Nem Pedroca, nem Pedrinho

 Pedro Laurentino é militante histórico do movimento estudantil pernambucano, onde atuou na UFRPE, onde foi presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e participou da reorganização do movimento estudantil pernambucano, reabrindo a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), além de ter sido vereador no Recife em 1982 e em Teresina, capital do Piauí, sua terra natal.

Tendo a arte como ferramenta de luta, o espaço também se transformou num debate sobre o atual momento em que vive o nosso país, as ameaças do imperialismo estadunidense em nossa América Latina com a invasão e sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores e o plano de transformar a Palestina num resort para a burguesia internacional.

Entre os presentes, Roberto Arraes, da direção do PCB no Recife e membro do comitê de solidariedade com o povo cubano, Rose Michele, do Coletivo de Filhos e Netos por Memória Verdade e Justiça, Edival Nunes Cajá, presidente do Centro Cultural Manoel Lisboa, entre outras lideranças que em suas falas reforçaram que a situação do mundo exige ainda mais resistência e luta e a defesa do socialismo.

Raimundos e Apolinários. . .

 O sétimo livro de Pedro Laurentino é também seu primeiro trabalho onde o poeta trabalha a ficção. Misturando prosa, poesia e memória, as agruras, peripécias e as vivências desses meninos de ontem e de hoje nos ajudam a refletir sobre nossa vida e nosso canto no mundo. O poeta, que é militante da Unidade Popular, sindicalista é um incansável agitador popular, segue para outros estados do Nordeste lançando seu livro e levando resistência e alegria, trazendo para o presente os exemplos de antes, olhando e construindo um futuro.

 

(…)São os desaparecidos

na escuridão da história

mas hão de virar avenida

no coração da memória

por onde desfila a vida

abraçada à liberdade.

(Muda Marechal)

 

“Raimundos & Apolinários . . . e etc e tal” é o sétimo livro de Pedro Laurentino. Foto: Jesse Lisboa (JAV-PE)
Nascido em Teresina, Pedro teve uma atuação no movimento estudantil da UFRPE, onde foi presidente do DCE em 1977. Foto: Jesse Lisboa (JAV-PE)

Primeiro longa de ficção de Jaboatão expõe especulação imobiliária sobre a pesca.

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Longa-metragem dirigido por Allen Jerônimo mescla ficção e realidade ao abordar a pressão do mercado imobiliário sobre a comunidade pesqueira de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife. 

João Montenegro- Redação PE


 

CULTURA- O Cinema São Luiz, no Recife, recebeu no último dia 20 de dezembro a estreia de Jaboatão, o Homem e o Mar. A exibição, seguida de debate com os realizadores, marcou o lançamento de um dos primeiros longas-metragens de ficção produzidos em Jaboatão dos Guararapes, marco importante na cinematografia da cidade. Com direção de Allen Jerônimo (Rede de Arrasto, 2022) e financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), o filme pauta a disputa territorial entre comunidades tradicionais e o avanço da especulação imobiliária na região.

A trama acompanha a trajetória de um pescador, interpretado por Romero José, que enfrenta a ameaça de perder seu meio de trabalho e moradia em Barra de Jangada devido às pressões de um empresário local e do setor da construção civil. A direção aposta no realismo: Romero, que assume o papel de protagonista, é um pescador na vida real, assim como Maria Daguia “Gracinha”, que interpreta sua mãe — ambos moradores da região e conhecedores da dinâmica local. Gracinha já havia colaborado com o diretor como protagonista do documentário Rede de Arrasto.

A produção, que foi rodada quase inteiramente em Jaboatão, valoriza artistas locais e conta com participações especiais de nomes conhecidos da cultura pernambucana, como Gilmar Bolla 8, Mestre Liu e Roger Renor. O elenco de apoio reúne Ivo Barreto, Lara Mano, Raphael Bernardo, Leandro Carvalho, Erivaldo Baiano, José Patrício, Gila Ferraz, Maria Izidoro, Joana D’Ark, Zyon Moraes, Sérgio Antônio, Ruana Paula, Allan Sales, Tadeu Filho, Roberto Vasconcellos, Aramis Trindade, Pai Antônio e Jota Barreto.

A equipe técnica traz Cassiano Henrique na direção de fotografia e Wesley Thomas na edição.

 

O Cinema e a realidade local

O roteiro dialoga diretamente com a situação atual da Associação dos Pescadores de Barra de Jangada, na foz do Rio Jaboatão. Em entrevista ao Jornal A Verdade, Allen contextualizou que o filme reflete um problema que ultrapassa as fronteiras do município. “É uma realidade do Brasil e do mundo. A especulação está cada vez mais desenfreada e quem sofre os impactos diretos são as comunidades de baixa renda”, afirmou.

Segundo o diretor, a Associação enfrenta um vácuo de liderança e um perigoso processo judicial que pode culminar na expulsão da comunidade para dar lugar a resorts e empreendimentos de luxo. A truculência do capital já se faz presente fisicamente: “Hoje está instalado um contêiner com segurança [privada] no local, só aguardando esse lance judicial encerrar porque, a qualquer momento, aquela associação pode sumir”, alertou Allen.

Para o cineasta, a obra audiovisual cumpre o papel de dar visibilidade ao conflito e gerar empatia, mas ele ressalta a necessidade de mobilização popular. “Não será apenas através da arte que a situação vai mudar. É fundamental que a população abrace a causa”, concluiu Allen durante o lançamento.

Jaboatão, o Homem e o Mar prova que o cinema da cidade está em crescimento, servindo como amplificador para as vozes que o poder da classe dominante tenta, a todo custo, silenciar.

Trabalhadores de Curitiba sofrem com déficit habitacional

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Dados da Pesquisa de Necessidades Habitacionais do Paraná 2023, revelam que mais de 500 mil pessoas estão no déficit habitacional do estado, com a capital concentrando parcela dessa demanda: 109 mil famílias.

Gabriela Torres


LUTA POPULAR – Moradia digna, considerada como um direito básico pela Constituição do país, é uma realidade distante no Brasil: mais de seis milhões de famílias estão no déficit habitacional; ou seja: não possuem moradia, habitam regiões de risco ou gastam mais de 30% da renda familiar com aluguel. 

No estado do Paraná, essa contradição latente passa pela vida de toda a classe trabalhadora: dados da Pesquisa de Necessidades Habitacionais do Paraná 2023, revelam que mais de 500 mil pessoas estão no déficit habitacional do estado, com a capital concentrando parcela dessa demanda: 109 mil trabalhadores. 

Cidade modelo para quem? 

Considerando as condições de moradia dos trabalhadores paranaenses, a situação se agrava ainda mais. Segundo a COHAPAR (Companhia de Habitação do Paraná), a capital curitibana possui atualmente 43.261 casas localizadas em 322 favelas; e mais de sete mil casebres e barracos em áreas de risco e irregulares. Os moradores das comunidades enfrentam desafios maiores que o resto da população. Precisam lidar com a falta de condições mínimas de habitabilidade, como a falta de saneamento básico, falta de água intermitente, transporte público mais precarizado, além de perigos como deslizamentos e alagamentos. 

“A gente tamo na fila da COHAB há dezesseis anos, tamo pagando o aluguel cada vez mais caro, e a tendência só piora, as taxas imobiliárias aumenta, pra tudo você precisa de um fiador, um calção, faltam pedir um rim seu pra poder alugar uma casa; e com o recurso que a gente temos, o negócio é morar na comunidade, onde não tem segurança, não tem luz decente, não tem asfalto. Você não vive, você sobrevive dentro de uma comunidade, pra não morar debaixo da ponte ou do viaduto, né? Você enfrenta, com o calor, o pó, e com a chuva, a lama, de todo jeito o sem-teto se lasca. Enquanto isso, tem muito lugar vazio e tem muita gente desabrigada”, diz Reginaldo Nunes, militante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas.

Para as famílias que dependem do aluguel, o medo de não fechar as contas no fim do mês é uma constante. Nas periferias da capital, muitas famílias se submetem a aluguéis que consomem mais da metade do salário mínimo. Enquanto isso, a quantidade de pessoas em situação de rua na região central da cidade é crescente. Os dados expressam uma política de carestia que assola o estado: 32,6% dos trabalhadores paranaenses atuam na informalidade, ou seja, recebendo pouco e sem direitos; de acordo com o Ministério do Trabalho.

Contraditoriamente, a quantidade de imóveis particulares abandonados aumentou nos últimos dez anos: mais de 102 mil unidades habitacionais vazias e sem cumprir com a lei da Função Social na região metropolitana de Curitiba, número maior do que a quantidade de famílias sem teto, o que prova que o descaso com o povo pobre é a política do governo do estado, liderado pelo fascista Ratinho Jr. 

É papel dos movimentos sociais organizados defenderem os direitos dos trabalhadores sem teto que erguem com suor as riquezas da 7° maior economia do país. Enquanto vigorar o sistema capitalista, que privilegia a propriedade privada em detrimento da vida, apenas o enfrentamento aos ricos poderá dar condições dignas para a maioria.

Servidores públicos municipais lutam por salário em Teresópolis (RJ)

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Servidores municipais de Teresópolis, na Região Serrana do RJ, lutam contra atrasos nos salários e perda de direitos trabalhistas.

Filipe Costa | Teresópolis – RJ


TRABALHADOR UNIDO – No último dia 7/01, dezenas de servidores municipais, aposentados e militantes populares marcharam até a Prefeitura de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, em mais um ato de resistência contra o atraso salarial e a ganância da burguesia municipal. A manifestação, convocada pelo SindPMT (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresópolis) e apoiada pelo Movimento Luta de Classes e pela Unidade Popular, marcou mais um capítulo na luta irreconciliável da classe trabalhadora contra a exploração institucionalizada.

Como denunciado no Jornal A Verdade do ano passado, os servidores já enfrentaram situações semelhantes — e novamente são obrigados a sair às ruas para defender o mínimo, pagamento em dia.

Relatos expõe descaso da prefeitura

“Nosso movimento atual é resultado de anos de luta e frustrações. Historicamente, a classe trabalhadora tem sido frequentemente prejudicada, e nossos servidores não são exceção.”, denunciou Alexandre Pimentel, presidente do SindPMT.

O presidente do sindicato denunciou que atualmente, os servidores enfrentam novo atraso no pagamento do 13º salário, do adicional de férias e somente receberam 1% do 14º. Apesar de inúmeras tentativas de diálogo com o prefeito, não houve solução concreta. A promessa da gestão municipal de Leonardo Vasconcelos de pagamento do 14º até o dia 20 é insuficiente e desrespeitosa.

“Atrasos na nossa aposentadoria causam grandes transtornos, pois muitos dependem desses valores para comprar remédios, fazer compras e honrar dívidas. Muitos recebem somente um salário mínimo”. A situação descrita por Maria de Lourdes, servidora aposentada, é como um espelho da realidade cruel enfrentada por diversos servidores e aposentados que, após décadas de contribuição, são tratados como “gasto público” pela máquina administrativa.

Objetivo da prefeitura e desorganizar trabalhadores

Na prática cotidiana da administração municipal, a burguesia local, articulada aos políticos, impõe uma sistemática de dominação que vai além do simples atraso salarial. Trata-se de uma estratégia consciente, para manter os servidores em estado permanente de vulnerabilidade.

Ao sabotar intencionalmente o fluxo dos pagamentos — seja do 13º, do adicional de férias ou dos proventos dos aposentados —, a gestão municipal busca criar um ambiente de instabilidade financeira, sufocando qualquer possibilidade de resistência organizada. Sem condições de planejar suas finanças pessoais, os trabalhadores são compelidos a aceitar qualquer condição imposta pelo governo municipal.

Ao mesmo tempo, essa política de omissão e descaso transfere para os ombros da classe trabalhadora os custos de uma crise que não foi produzida por ela. Enquanto os gestores se reúnem às portas fechadas com empresários e banqueiros locais, discutindo repasses e financiamentos, os servidores veem seus salários virarem moeda de troca nas mesas do poder.

Ainda segundo Alexandre, “os aposentados deveriam receber seus pagamentos no dia 5, mas isso não ocorreu. Entramos com um mandado de segurança que foi negado pelo judiciário devido à ausência de um documento oficial da prefeitura que garantisse o pagamento na data prometida.”.

Este episódio revela a face mais cínica dessa administração: a negação sistemática da própria legalidade democrática. Não há compromisso com a Constituição, com a Lei Orgânica Municipal e muito menos com os direitos fundamentais dos cidadãos. Há tão somente a manipulação descarada das instituições, como se fossem instrumentos pessoais de poder.

Mais uma vez, a classe trabalhadora demonstra sua força e sua coragem ao enfrentar uma máquina administrativa corrupta e que só funciona para os burgueses. A classe trabalhadora não pode mais esperar.

Trabalhadores se organizam com MLC para retomar Sindpd/SC para a luta

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Trabalhadores de tecnologia de Santa Catarina se organizam para debater o futuro da categoria e construir um sindicato combativo que enfrente as demissões em massa e o adoecimento dos trabalhadores.

MLC Santa Catarina 


TRABALHADOR UNIDO – Por anos, o setor de tecnologia foi propagandeado como “profissão do futuro”. A verdade é que dentro do capitalismo, nós, trabalhadores de TI somos extremamente explorados. Enquanto as empresas reportam lucros bilionários e investem rios de dinheiro em Inteligência Artificial, os trabalhadores enfrentam demissões em massa, redução salarial, terceirização e PJotização

No início de 2024 e ao longo de 2025, houve grandes ondas de demissões nas chamadas “Big Techs”, como Google, Microsoft, Amazon e Meta, e em outras empresas do setor. Apenas nos primeiros meses de 2025, mais de 22 mil pessoas foram demitidas no setor em todo o mundo, indicando uma das maiores ondas de cortes já registradas.

Uma das empresas que promoveram demissões no último período é TOTVS, uma empresa de software. Apesar de ter reportado lucro líquido de R$ 248,7 milhões, um aumento de 10,2% sobre o resultado do ano passado, ela paga uma média de R$ 2.800 aos seus trabalhadores, segundo o site  de empregos Glassdoor.

Marcos Blanco, ex-trabalhador da empresa, denunciou em sua página na rede Linkedin que foi demitido em meio à uma reunião com um cliente. “Pensei que tivesse acontecido algo grave com meus filhos na escola, então pedi licença ao cliente e saí. Mas, por sorte, não era nada com meus filhos ou familiares: era “apenas” para me avisar que eu fui desligado. Sem mais”, denunciou.

Trabalhadores do Mercado Livre sofrem burnout e perseguição

Em 2025, o lucro do Mercado Livre chegou a US$ 7,4 bilhões em receita. A quantia representa um aumento de 40% em receita e volume de vendas, impulsionada principalmente pelo local de maior operação: o Brasil. Enquanto os donos da empresa ficam mais ricos, os trabalhadores estão doentes, como relataram diversos funcionários à página “Trabalhadores Meli” no Instagram.

“A pressão por resultados e a falta de compreensão e humanidade do RH causaram danos psicológicos, que me afetaram a me recolocar no mercado. Sinto que fui demitida por questionar, não pela minha  performance”, disse uma trabalhadora. Outro trabalhador também demitido, denuncia a censura a que estão submetidos os trabalhadores de TI que hoje estão no regime de home office. “Fui desligado no dia em que me coloquei contra a ida ao presencial arcando com os custos, após me manifestar em reunião aberta com o time”, relatou.

Outro absurdo foi a demissão de uma trabalhadora que foi demitida após prestar solidariedade ao povo palestino em um canal de comunicação interno da empresa. A manifestação veio depois que um diretor executivo defendeu o estado de Israel e rechaçou o “terrorismo”, conforme denunciou o Jornal A Verdade.

Em 2024, os trabalhadores de tecnologia do Mercado Livre de Santa Catarina se organizaram e procuraram seu novo sindicato, o Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados de Santa Catarina (Sindpd/SC) para debater um novo acordo coletivo. Entre as principais reivindicações estava a redução da jornada de trabalho para 40 horas e a garantia do home office.

A empresa não apenas ignorou as reivindicações dos empregados, como tentou dissuadir e silenciar a Assembleia convocada pelo Sindpd/SC. “Os gerentes faziam chacota com quem acreditava que o sindicato faria o melhor acordo coletivo, e que era para todos votarem na proposta da empresa”, denunciou um trabalhador ao The Intercept Brasil.

Trabalhadores em luta por um sindicato combativo

Diante do acirramento da luta de classes na categoria, trabalhadores de tecnologia organizados no Movimento Luta de Classes promoveram diversas plenárias para debater o futuro de suas lutas com a base. A participação nas eleições do Sindpd/SC surgiu como uma proposta de acompanhar mais de perto a situação do Mercado Livre e do setor privado, além de levantar as bandeiras da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 em toda a categoria.

Por isso, o Movimento Luta de Classes procurou o sindicato para apresentar a necessidade de construção da unidade de luta. Porém, a atual direção restringiu a participação da base, conduzindo o processo de forma antidemocrática, inscrevendo a chapa sem qualquer diálogo. Desta forma, contribuiu para que uma chapa de oposição oportunista (“Revolution”) surgisse aproveitando-se da situação para ocupar o sindicato.

Apesar de criticar o imobilismo da atual gestão, a chapa Revolution já faz parte da atual gestão do Sindpd em São Paulo e se elegeu com base no golpismo, quando, em agosto de 2024, impediu o Movimento Luta de Classes de entregar os quase 50 documentos para a inscrição de chapa, tornando-se chapa única.

Esta mesma chapa agora quer disputar as eleições em Santa Catarina e está disposta a qualquer coisa para chegar ao poder. Recentemente, entraram com um pedido questionando o processo de eleição que foi acatado pelo Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina. A ação culminou em uma nova assembleia, que confirmou a data da eleição para o dia 12 de fevereiro. O MPT-SC e TRT 12 SC irão acompanhar as eleições.

Diante disso, o MLC propõe ser a alternativa necessária para que os trabalhadores de TI possam construir um sindicato que lute e traga conquistas para sua categoria, com coragem e sem oportunismos. Vamos lutar por um sindicato classista e revolucionário de fato, que tenha a sua frente dirigentes que representam a categoria e não se pautem pela vontade dos patrões!

A verdade sobre a violência nas periferias de Santa Catarina

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Enquanto a extrema direita que governa Santa Catarina se vangloria das posições que o estado ocupa nos rankings nacionais, como o “estado mais seguro do Brasil”, a realidade de violência nas periferias é outra.

Gab Bala e Wilson Májè | São José (SC)


BRASIL – Os moradores das comunidades catarinenses sabem que não há segurança para seus filhos. No ano de 2024, a polícia de Santa Catarina matou 79 pessoas, e em 2025 tirou mais 100 vidas.

Um desses casos ocorreu em 26 de outubro no bairro do Monte Cristo, região continental de Florianópolis, quando a polícia invadiu a casa de Diego, de 16 anos, e de seus avós, e o assassinou, com um tiro de fuzil no peito.

A família, que preferiu não se identificar, relatou o ocorrido. Diego viu uma movimentação na rua e avisou aos avós que tinham alguém na calçada, eles seguiram dentro de casa, mas não imaginavam que teriam sua residência invadida por cerca de 10 policiais.

Arrombaram a porta da casa de madeira e se enfileiram da porta de entrada até o quarto do rapaz, que estava fechada. Bateram na porta do quarto, o menino abriu já de mãos para o alto, rendido, imaginou que os policiais o levariam preso. A avó estava logo atrás do policial, que bloqueava a entrada do quarto do rapaz. Sem hesitar, ele disparou. O tiro atingiu o peito do menino, atravessando-lhe o pulmão, segundo apontou a autópsia. O avô, depois, mostrou as marcas da bala na janela do quarto.

O rapaz foi assassinado em seu próprio quarto, na frente dos avós e de sua namorada, que a princípio se escondia atrás da porta, o avô mostrou o local, e relatou que só via o sangue se espalhar pela cômoda, contou ainda que depois o policial pisou no pescoço do menino para se certificar de sua morte.

Polícia agrediu familiares de jovem assassinado

Depois do tiro, os policiais expulsaram a família de dentro da própria casa. A avó relatou que a imobilizaram e a obrigaram a sair. Enquanto a família ficou lá fora, disseram que a polícia passou de 20 a 30 minutos revirando o quarto do rapaz “eles jogaram tudo ‘as roupas’ dele pela janela, não ficou nenhuma melhorzinha pra gente vestir nele para o enterro”, contou a avó.

A polícia alegou que o menino portava arma, e houve troca de tiros, mas os avós afirmaram que sempre olhavam o quarto do menino e sabiam que ele não levaria isso pra lá pela segurança dos avós. “A gente ficava com medo quando ele saía, pedia pra Deus pra cuidar dele, aí esses vermes vieram e entraram na casa da gente” a avó conclui, em meio a lágrimas.

Os jovens da ocupação Anita Garibaldi, no bairro vizinho ao que ocorreu o assassinato, relataram o susto ao saber do caso, pois costumavam jogar bola na quadra do bairro com Diego, vítima da violência policial “eles não perdoam ninguém, e eles tão por aqui o tempo todo” afirmou um dos jovens sobre a polícia, filhos da companheira coordenadora do MLB em Santa Catarina.

Uma das camaradas do núcleo do MLB do bairro onde Diego morava também nos relatou sobre o caso. “Ele era um menino bom, brincava com meus filhos na praça aqui, a polícia que é covarde” e completou concordando com a necessidade de crescer as lutas do MLB e da UP para mostrar que aquele é um bairro de luta e de trabalhadores.

“Nossas crianças temem os policiais mais violentos da comunidade citando seus apelidos – dados pela comunidade, ‘zoio azul e bigodinho’. Somos chamados de ‘acolhedores de bandidinhos’” relata funcionários do CEDEP, instituição religiosa que acolhe a comunidade com oficinas e formação de Jovens Aprendiz.

Violência em Itajaí

Em Itajaí, as famílias que vivem na comunidade do Matadouro também sofrem com ações truculentas da polícia, desde que a operação “Recomeço” ocorreu na comunidade trabalhadores não têm tranquilidade: sofrem esculachos e ofensas constantemente nas portas de suas residência e os trabalhadores temem por suas vidas e de seus familiares.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), além de disseminar discursos de ódio em suas redes sociais e investir na compra de armamentos israelenses para equipar a Polícia Civil e Militar, agora demonstra apoio ao massacre eleitoreiro promovido por Cláudio Castro (PL), que resultou em mais de 130 mortes sob a justificativa de combate ao crime organizado.

A violência contra o povo e a resistência popular

Se o real objetivo fosse combater o crime organizado, as investigações começariam pelos episódios que envolvem grandes apreensões, como as drogas encontradas em aeronaves da FAB, no governo Bolsonaro e no “helicóca” – apelido dado ao helicóptero apreendido – associado Aécio Neves e a família Perrela, e pelas operações nas áreas de alto poder aquisitivo, como a Faria Lima e no setores financeiros.

Não existem refinarias de drogas nas favelas nem fábricas de armamentos nas comunidades: a violência e o tráfico em larga escala têm outras raízes e responsabilidades. Essa encenação busca, na verdade, pautar as eleições de 2026, alimentando uma agenda fascista de extrema-direita que pretende aterrorizar nosso povo e impedir nossa organização coletiva.

Só com organização do povo trabalhador e morador de comunidade libertaremos nossos povo. Palmares nos mostrou o caminho: devemos construir o Socialismo e acabar com a burguesia e sua cúpula de criminosos.

Trabalhadores da limpeza urbana em luta por direitos em Várzea Grande (MT)

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Trabalhadores da limpeza urbana entram em greve na cidade de Várzea Grande (MT), denunciando a falta de direitos trabalhistas e a incerteza quanto à continuidade dos contratos.

Giovanna Camolezi | Redação MT


TRABALHADOR UNIDO – Os trabalhadores da limpeza urbana de Várzea Grande iniciaram uma manifestação no dia 19 de janeiro, reivindicando direitos trabalhistas e respostas sobre as rescisões contratuais. Lideranças dos movimentos afirmam que a prefeitura está há mais de seis meses sem pagar as empresas responsáveis pelo serviço, o que gerou insegurança quanto ao recebimento das verbas rescisórias e à continuidade dos empregos.

A falta de pagamento impediu que a empresa anterior quitasse as verbas rescisórias dos funcionários. Sem esses valores, os trabalhadores afirmam que não conseguem encerrar formalmente os contratos antigos, o que impede a assinatura da carteira de trabalho com a empresa atual, contratada pela prefeitura. Essa situação gerou enorme revolta entre os trabalhadores, que decidiram cobrar explicações diretamente da prefeita.

Os trabalhadores se manifestaram em frente à prefeitura e foram recebidos com truculência pela Guarda Municipal, que retirou o carro de som e impediu a continuidade da manifestação. A prefeita Flávia Moretti (Partido Liberal) esteve no local e declarou que resolveria a questão contratual, garantindo que se reuniria com os garis no dia seguinte.
Como esperado de uma fascista, a prefeita viajou no dia seguinte e ignorou a situação dos trabalhadores da limpeza urbana, declarando posteriormente que só pagaria os valores devidos aos garis mediante processo judicial.

A luta continua

Não intimidados pela hostilidade da prefeita nem por suas ameaças, os trabalhadores seguem mobilizados e declararam greve na manhã desta terça-feira (20/01), ocupando o espaço de entrada e saída dos caminhões de coleta da empresa atualmente responsável pelo serviço, a Pantanal, para conquistar seus direitos.

Atualmente, não há nenhuma perspectiva de rescisão de contrato com a antiga empresa, Alocar. Para complementar a renda, os trabalhadores estão realizando bicos e, inclusive, diárias na Pantanal, que não possui trabalhadores contratados suficientes.

Os trabalhadores denunciam a falta de segurança e de estabilidade contratual. “Se na época em que a gente era CLT, quando acontecia um acidente ninguém vinha nos visitar, agora, na diária, a gente pode perder tudo, porque a prefeita deu calote em todo mundo”, relatou um trabalhador ao jornal A Verdade.

Quando o povo for dono das fábricas essas situações não irão mais acontecer, por isso, o Movimento Luta de Classes e a Unidade Popular pelo Socialismo se somam a esta luta, pois somente a luta há de mudar a vida do povo.

Ester: mais uma menina assassinada no DF por simplesmente existir

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O feminicídio de Ester, de apenas 14 anos, cometido pelo padrasto no Distrito Federal, não é um caso isolado: é a expressão extrema de uma violência estrutural que segue matando mulheres e meninas todos os dias no Brasil.

Bárbara Calista


No último domingo, 18 de janeiro de 2025, Ester Silva, de apenas 14 anos, foi estuprada e assassinada dentro da própria casa, em Planaltina (DF), pelo padrasto, Marlon Carvalho da Rocha. Um crime brutal que revela, mais uma vez, a face cotidiana da violência que atinge mulheres e meninas no Brasil.

A violência contra as mulheres não é um desvio, é um projeto sustentado por um sistema que naturaliza a nossa desumanização. Apenas no primeiro semestre de 2025, quatro feminicídios foram registrados por dia, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero do Senado. No Distrito Federal, a realidade é igualmente alarmante: em 2024, uma mulher foi assassinada a cada 12 dias; em 2025, 25 mulheres foram mortas simplesmente por serem mulheres, de acordo com dados do 19° anuário brasileiro de segurança pública e da secretaria de segurança pública do DF.

Ester tinha sonhos, futuro e uma vida inteira pela frente. Teve tudo arrancado de forma cruel. Estamos cansadas. Cansadas de abrir os jornais e encontrar, todos os dias, novas histórias de estupro, violência e morte. Cansadas de um Estado que diz nos proteger, mas falha em garantir nossa segurança até mesmo dentro de casa. Essa violência não é acaso: é o capitalismo sustentando uma cultura de ódio às mulheres e transformando nossos corpos em territórios de violação.

Não queremos notas de repúdio nem discursos vazios. Queremos o fim da violência contra mulheres e meninas. Queremos viver sem medo. Sem medo de estar em casa. Sem medo de sair às ruas. Lutamos por trabalho digno, acesso à educação, lazer e por uma vida livre de exploração e violências.

É por Ester, por Ana, por Eliana e por todas as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas. A luta pelo fim da violência é inseparável da luta pelo fim do capitalismo e pela construção do socialismo.

Seguiremos firmes, ocupando as ruas, fortalecendo a organização popular e a resistência das mulheres que não aceitam mais morrer, silenciar ou recuar.

A família de Ester está organizando uma ação coletiva para custear o velório, pois não possui condições financeiras de arcar com os custos. PIX para contribuição: 66503752172

Trabalhadores da Dipro dão exemplo de luta popular por seus direitos

Mais de 300 funcionários ocupam portões da fábrica em resposta à demissões em massa em São José dos Pinhais (PR).

Lohan Cota e Willian Araki | Redação PR


TRABALHADOR UNIDO – O ano de 2026 começou com luta para quase 330 funcionários da fábrica de condutores elétricos Dipro do Brasil: Localizada em São José dos Pinhais (PR), a empresa surgiu  em 2024, quando a antiga Conduspar foi comprada pelo Grupo Connect Global, um conglomerado brasileiro que reúne diversas empresas do setor, garantindo monopólio do mercado. Após a virada do ano, os funcionários da empresa foram comunicados que as atividades, previstas para retornarem no dia 05 de janeiro, seriam retomadas apenas no dia 07 de janeiro. A alteração chamou a atenção dos funcionários, que ao se reunirem nos portões da fábrica, descobriram que a empresa havia encerrado suas operações e não haveria garantia de seus empregos. Além disso, o grupo não pretende garantir os direitos dos funcionários, como no caso de trabalhadores que receberão a rescisão de apenas 1 ano e meio de contrato, período da aquisição da fábrica pelo conglomerado, apesar de terem 20 anos de trabalho na empresa.

Funcionários se mobilizam para garantir direitos

A decisão da empresa de fechar suas portas de forma sorrateira, supostamente, tinha um objetivo: esvaziar a fábrica de seus componentes e matérias-primas que estavam armazenadas na planta. Vendo essa situação, os trabalhadores da linha de produção e do setor administrativo da empresa impediram a saída dos caminhões de dentro do pátio da empresa, lutando para garantir seus direitos. Elton Vale, funcionário há 15 anos, relata sobre a situação: “A gente se mobilizou com o pessoal do Sindicato dos Metalúrgicos e fomos pra cima da empresa e paramos qualquer operação que estava ocorrendo aqui. Mesmo com os funcionários fora da fábrica, estavam retirando tudo que eles podiam da fábrica, o pessoal barrou tudo isso até ter uma resposta sobre os nossos direitos”. Adilson dos Santos da Costa, que em março completaria 26 anos de empresa, declarou: “Nós estamos na luta, estamos na briga para alcançar todos os nossos direitos.”Após o início das mobilizações, a empresa realizou o pagamento do Vale-Alimentação que estava atrasado e iniciaram as negociações para o pagamento das rescisões.

Apenas a luta garante os direitos

A mobilização dos funcionários da Dipro demonstra a força da classe trabalhadora frente ao grande capital. Em agosto de 2024, os operários da linha de produção deflagraram uma greve em função do não pagamento da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) da empresa. Após semanas de greve, os trabalhadores conquistaram seus direitos e se fortaleceram nessa luta. Agora, os mesmos funcionários, se unem para garantir que ninguém seja lesado pela empresa novamente. Essa união é reflexo da consciência de classe da classe trabalhadora, como relata Willian Barbosa de 28 anos: “A pessoa tem que entender que o direito trabalhista quem faz é o trabalhador. Antes tínhamos uma divisão da parte administrativa e o chão de fábrica, mas agora que a luta está feita todos se lembram que somos trabalhadores. Se você vive do seu salário, você é trabalhador.”

Trabalho do Jornal A Verdade é reconhecido entre os funcionários

A Unidade Popular tem realizado as brigadas do Jornal A Verdade na fábrica Dipro, de forma semanal e nos dois turnos da noite, algo que não foi esquecido pelos operários que hoje estão em luta. Ezequiel Gomes, de 44 anos, falou sobre sua relação com os brigadistas do jornal: “Sempre encontro com vocês aqui na porta da empresa, mesmo com chuva, e acho um belíssimo trabalho, inclusive vocês estão aqui fazendo a cobertura e prestando apoio. Estão de parabéns pelo trabalho”.

Este é apenas mais um exemplo da necessidade de organização da classe trabalhadora na luta por seus direitos e o papel de agitação diária do Jornal A Verdade nas fábricas, denunciando as mazelas do capitalismo e convocando os operários para a luta, através da greve e na construção do Socialismo.

Manifestações em todo o Brasil repudiam invasão americana na Venezuela

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Milhares de brasileiros foram às ruas em manifestações nesta segunda para denunciar a intervenção militar imperialista dos EUA na Venezuela.

Redação

BRASIL – Em resposta ao criminoso sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Gavidia Flores, que é deputada da assembleia Nacional Venezuelana na madrugada do dia 03 de janeiro, diversos partidos e organizações de esquerda e movimentos sociais, entre eles a Unidade Popular, organizaram diversos atos em todo país para denunciar o ataque imperialista norte-americano ao país vizinho, bem como as ameaças de Donald Trump contra a América Latina. Os atos ocorreram nas cinco regiões do país e também em Portugal e Irlanda e levaram milhares de pessoas às ruas.

Norte e Nordeste

No Amazonas o ato ocorreu em Manaus, na frente do consulado americano. Houve também manifestação em Rondônia e em Belém do Pará, na casa da ONU.
Na Paraíba ocorreram três atos. Em João Pessoa e Campina Grande e Patos. No Recife a concentração iniciou na Praça do Derby, indo até o consulado dos EUA obrigando a PM a interditar a rua para impedir os manifestantes. Também ocorreram atos em São Luís do Maranhão, na Praça Teodoro, em Salvador, Natal e Mossoró, no Rio Grande do Norte e na capital do Ceará, Fortaleza, na praça José de Alencar.
Ato em SP também reuniu número expressivo de pessoas. Foto: JAV/SP

DF, RJ e SP concentraram maiores atos

Na capital Federal a concentração ocorreu no Museu Nacional, caminhando até a embaixada americana. No Mato Grosso as manifestações ocorreram em Cuiabá e SINOP, onde nem a chuva impediu os manifestantes de fazerem um escracho com o retrato do Donald Trump e a bandeira dos EUA. Em Goiás a manifestação se deu na Praça do Bandeirante no fim da tarde.

No Rio, foram cerca de 2 mil pessoas que se concentraram na praça da Cinelândia e caminharam pelas ruas do centro até a porta do Consulado Geral dos EUA no Rio, onde ocuparam a entrada do edifício que foi usado para organizar a intervenção norte-americana no Golpe Militar Fascista de 1964. O ato contou com uma forte intervenção de Marcos Villela, pelo Partido Comunista Revolucionário, que denunciou a natureza destrutiva do imperialismo mostrada nesse ataque à Venezuela e a necessidade de se lutar pela Revolução Socialista no Brasil.

Em São Paulo, os manifestantes queimaram a bandeira norte-americana na frente do consulado dos EUA, onde ocorreu o ato unificado que juntou milhares de pessoas na denuncia contra o imperialismo. Já em Minas, o ato teve concentração na Praça Sete em Belo Horizonte.

Já no Rio Grande do Sul a manifestação também ocorreu na frente do consulado americano. No Espírito Santo o ato ocorreu em frente à Assembleia Legislativa.
Em Santa Catarina ocorreram dois atos em Florianópolis, na frente da Catedral, em Itajaí e em Blumenau.

Ameaças de Trump expõem atual momento do imperialismo no mundo

Apesar de Ravina Shamdasi, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmar que os EUA “violaram um princípio fundamental do direito internacional”, durante coletiva em Genebra, o governo estadunidense continua ameaçando a América Latina, especialmente países que não se colocam como aliados ao discurso intervencionista de Trump, como é o caso da Colômbia e  México.

Em plena reunião do Conselho de Segurança da ONU, o representante dos EUA, Mike Waltz, reafirmou a política imperialista de seu chefe ao afirma que “não vamos permitir que o hemisfério ocidental seja utilizado como base de operações para os adversários e competidores dos Estados Unidos da América”. Ou seja, ou os países latino-americanos se aliam a Donald Trump ou também sofrerão intervenções, como as ameaças feitas ao Presidente colombiano Gustavo Petro, quando Trump afirmou que o mesmo “não ficaria lá por muito tempo”.

Lênin, líder da revolução russa de 1917 e do partido bolchevique, já afirmava em 1916 que o imperialismo, fase final do capitalismo, era definido pela partilha do território mundial pelas superpotências em busca de novos mercados e ativos, coisa que abriria, inevitavelmente, espaço para novas guerras e massacres. Não a toa que estamos vendo o genocídio na Palestina continuando, apesar do cessar-fogo, as milícias massacrando a população civil no Congo e essas intervenções na América Latina, que são sintomas desse novo estágio da luta de classe no mundo.

UPRA: “Venezuela resiste contra a agressão imperialista”

Confira a nota da Unidade Popular Revolucionária Anti-imperialista da Venezuela emitida neste sábado durante os ataques militares do imperialismo dos EUA que levaram ao sequestro do presidente Maduro.


Venezuela resiste contra a agressão imperialista

A Unidade Popular Revolucionária Anti-imperialista – UPRA, se dirige a todos os revolucionários e democratas do mundo para denunciar a ação violenta de agentes do imperialismo yanque junto a seus sócios da OTAN e o MOSSAD contra o povo da Venezuela que valentemente enfrenta outra agressão imperialista.

Na madrugada deste sábado, 3 de janeiro, houve uma ação de guerra na capital da Venezuela na qual o Forte Tiuna e outras instalações oficiais foram atacados por aeronaves de combate.

Até agora sabemos de uma ação violenta. Porém, se desconhece até o momento deste comunicado qual é o resultado dessa agressão.

Seja qual for a ação ocorrida e os resultados que possam gerar, o certo é que o povo da Venezuela que resiste e luta está disposto a enfrentar o inimigo imperialista em qualquer dos cenários que se desenvolvam.

A UPRA convoca todos seus membros, amigos e camaradas da Venezuela, como de todo o mundo a denunciar a escalada violenta promovida desde o bloqueio imperialista dos Estados Unidos – União Europeia, assim como estar preparados para apoiar com os meios a sua disposição ao valente povo da Venezuela que resiste e luta contra a agressão imperialista.

Caracas, 3 de janeiro de 2026
Unidade Popular Revolucionária Anti-imperialista – UPRA