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PIB brasileiro recua 0,2% no primeiro trimestre de 2019

Com o recuo do PIB (Produto Interno Bruto), o dólar à R$3,98 e a destruição das indústrias nacionais, o governo Bolsonaro se mostra incapaz de resolver os principais problemas do país.

No primeiro trimestre, o desemprego atingiu, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego atingiu 12,4%, o que equivale à 13 milhões de pessoas desempregadas.


BRASIL – O IBGE informou na quinta-feira (30) um recuo expressivo do PIB brasileiro de 0,2%, no período de janeiro a março de 2019 que, em comparação com o 1º quadrimestre de 2018, determina ao Brasil um período de completa estagnação e recessão.

Dentro desta realidade, destaca-se a destruição do complexo industrial brasileiro. Segundo o economista da USP Paulo César Morceiro, autor do livro “Desindustrialização na economia Brasileira no período 2000-2011: abordagens e indicadores”, o papel da indústria nacional recuou de 11,3% em 2018 para 10,4%, ou seja, um recuo de 0,7% de acordo com a nova pesquisa levantada sobre o IBGE.

Ainda segundo Paulo Morceiro, a participação da indústria no PIB nacional será abaixo dos 10% já em 2020, devido ao processo de desindustrialização vertiginoso que vem acontecendo desde a ditadura militar brasileira. Em contraposição, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) diz somente que teremos uma recuperação baixa da indústria em 2021, quando talvez teremos o mesmo número de pessoas empregadas na indústria de transformação semelhante a 2011. O que, para a classe operária, não é nenhum motivo de comemoração, pois representa a repetição da pobreza, baixos salários e medos que os trabalhadores da indústria sofriam em 2011.

A administração burguesa da economia se mostra ineficiente para suprir as necessidades de desenvolvimento nacional. Ora, um responsável pelo recuo de 0,7% da participação da indústria se deve à queda do setor extrativo, que marcou uma queda de gigantes 6,3% por conta do rompimento da barragem de brumadinho.


Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Dessa forma, vemos a incompetência e como a administração da burguesia é ultrapassada diante das atuais necessidades dos trabalhadores e do desenvolvimento nacional. Os trabalhadores hoje sentem-se desamparados e revoltados diante dessa crise que não tem sinais de melhoras. Ora, se a administração burguesa não é capaz de se sustentar, como vem mostrando desde 2008, então a classe operária deve fazer uma revolução, com o objetivo de expropriar os meios de produção e controlar a economia do Brasil. E, assim, controlar a crise, reorganizar as prioridades e atender os interesses imediatos de todos os trabalhadores.

REDAÇÃO – SÃO PAULO
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