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segunda-feira, 4 de julho de 2022

Trabalhadores dos serviços essenciais preparam greve unificada

GREVE UNIFICADA EM SPMetroviários,ferroviários, trabalhadores do meio ambiente e saneamento, e eletricitários estão construindo o caminho da unidade com o objetivo de enfrentar os desmandos do governo do PSDB no estado de São Paulo.

Governando o estado há 18 anos, o PSDB vem aplicando uma política de privatização dos serviços públicos que ataca direitos fundamentais do povo paulista. Serra e Alckmin privatizaram a linha 04 (amarela) do metrô e quase todas as empresas de fornecimento e distribuição de eletricidade. Através de novos nomes, como terceirização, concessão ou Parceria Público-Privada, as privatizações continuam nos serviços prestados pela Companhia de Saneamento – Sabesp e de Meio Ambiente, Cetesb.

Neste ano, Alckmin realizou ainda mais ataques aos direitos dos trabalhadores do serviço público, diminuindo o pagamento da participação nos resultados dos trabalhadores do Metrô e Sapesp, aumentando a terceirização em vários setores e negando aumento real de salário, mesmo frente à alta inflação vivida no país. Para o povo, o governo reserva aumento nas tarifas de metrô, ônibus e trem para R$ 3,20 além do aumento na conta de água.

Durante esta semana, a mobilização foi intensa em todas as categorias e estão convocadas assembleias para a próxima segunda-feira (27) que deflagrarão a greve unificada. Para Ricardo Senese, membro do Movimento Luta de Classes – MLC e delegado sindical na estação de metrô da Barra Funda: “A unidade das categorias dos serviços essenciais é um caminho seguro para a vitória. Precisamos construir uma greve unificada que mostre a força dos trabalhadores”.

Abaixo, reproduzimos a nota do Movimento Luta de Classes – MLC em apoio ao movimento:

Diante dos ataques do governo Alckmin (PSDB) aos trabalhadores e ao povo, a greve unificada dos trabalhadores dos serviços essenciais é fundamental. A unidade é um caminho seguro para vitória. Essa é uma greve que se soma a luta dos professores da rede estadual, que enfrentaram de maneira combativa 20 dias de greve, e dos professores da rede municipal que exigem da prefeitura de São Paulo um reajuste salarial digno e a qualidade no ensino.

O MLC tem estado presente nas assembleias, panfletagens e mobilizações convocando os trabalhadores e trabalhadoras a fazer uma greve combativa, que exija do governo o fim das privatizações e se some à luta do povo paulista pela qualidade nos serviços públicos.

No momento em que a inflação diminui de fato o poder de compra dos salários. No momento em que a prática privatista volta com força ao nosso país, através da privatização dos portos, aeroportos, rodovias e, o mais grave de todos, os leilões do petróleo que entregaram parte importante da riqueza estratégica nacional, a unidade e a luta da classe trabalhadora são fundamentais para mudar essa realidade.

Na situação de crise econômica que vive o capitalismo a nível internacional, quando os direitos da classe trabalhadora são atacados no mundo todo, fica evidente que nossas lutas unificadas devem acumular para um sentido ainda maior. O capitalismo é o sistema do desemprego, da miséria, das altas tarifas e da violência e não pode oferecer nada mais para a humanidade. É preciso, em seu lugar, construir uma nova sociedade de Poder Popular e Socialismo.

Apoiamos e participamos da greve unificada dos trabalhadores dos serviços essenciais de São Paulo, defendendo:

-Cumprimento das reivindicações das categorias, com aumento real de salário, pagamento integral e igualitário da Participação nos Resultados, equiparação salarial, fim dos salários regionais e um plano de carreira digno.
– Reestatização da Linha 04 (Amarela) do Metrô. Fim das terceirizações e Parcerias Público-privadas.
– Nenhum aumento na tarifa de metrô, trem ou ônibus. Passe-livre para os estudantes e desempregados.
– Fim das perseguições ao movimento sindical. Readmissão dos perseguidos na greve de 2007 do metrô.

Coordenação Movimento Luta de Classes – MLC

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1 COMENTÁRIO

  1. Ação Entre Amigos…

    O SINDEAC, sindicato que se diz
    representante da categoria, “rifou” os trabalhadores num acordo absurdo
    feito com a direção da MGS no dia 16/04/2013, à surdina, com a mediação
    do Ministério Público do Trabalho – MPT. Ficou acordado que não haveria
    demissões em massa, sendo que até 270 demissões por mês a MGS poderia
    executar sem nenhum problema e que a partir de 271 demissões o sindicato
    seria apenas comunicado. Para as partes que fizeram a “ação entre
    amigos”, 270 demissões por mês não é considerado demissão em massa, pois
    é a média de demissões que já está ocorrendo há mais de 1 ano. Se uma
    carnificina dessas não é demissão em massa, o que mais pode ser? O
    SINDEAC sequer consultou os trabalhadores para tomar uma decisão tão
    séria como esta, um verdadeiro desrespeito! Resta aos trabalhadores se
    rebelarem contra esta falcatrua do sindicato e se organizarem para lutar
    contra as demissões.

    Já estão sendo encaminhadas denúncias ao
    Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, ao Ministério Público do
    Trabalho – MPT e ao Ministério Público – MP, mas o fundamental agora é a
    categoria se preparar para a luta, paralisações e greve!

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