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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

MST denuncia agressão contra Stédile em Fortaleza

Divulgação - MST
Divulgação – MST

Na noite de ontem (22), o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST foi alvo de uma atitude de provocação organizada por entidades de extrema-direita. Ao chegar no aeroporto da cidade de Fortaleza, Ceará, Stédile foi provocado com xingamentos e gritos que tinham por objetivo provocar uma confusão. Felizmente, não houve maiores complicações.

Abaixo, reproduzimos a nota do MST repudiando o fato:

A Direção Nacional do MST vem a público denunciar e repudiar o ato agressivo e constrangedor que o membro da coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile, sofreu no aeroporto de Fortaleza na noite desta terça-feira (22).

Para o MST, este episódio não é um fato isolado, mas um reflexo do atual momento político pelo qual passa o país, em que se vê crescer a cada dia o ódio contra os movimentos populares, migrantes e a população negra e pobre, como os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro em que a juventude das favelas está sendo impedida, com risco de sofrer agressão, de ir às praias da zona sul da capital fluminense.

Estes atos de violência e ódio propagado intensamente nas redes sociais, e que reverbera cada vez mais nas ruas, é mais uma demonstração da violência dos setores da elite brasileira dispostos a promover uma onda de violência e ódio contra os setores populares.

Porém, num outro recente episódio de ódio contra Stedile, quando circulou nas redes sociais um cartaz em que oferecia uma recompensa por ele “vivo ou morto”, já alertávamos que a dimensão destes acontecimentos advém, sobretudo, de uma mídia partidarizada, manipuladora e que distorce e esconde informações, ao mesmo tempo em que promove o ódio e o preconceito contra os que pensam diferente.

São estes meios de comunicação a serviço de uma direita raivosa e fascista os responsáveis por formarem estas mentalidades criminosas e odiosas que alimentam as ruas e as redes sociais com os valores mais anti-sociais e desumanos que possa existir.

Entretanto, estas atitudes não serão capazes de nos tirar da luta por Reforma Agrária e pelos direitos sociais historicamente negados ao povo brasileiro. Não aceitaremos que nenhum militante dos movimentos populares sofra qualquer tipo de agressão ou insulto por defender e lutar por justiça social. Nos comprometemos a permanecer em luta nas ruas pela defesa da democracia, dos direitos civis, da classe trabalhadora e o respeito aos valores humanitários.

“Ousar lutar, ousar vencer!”

Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!

Direção Nacional do MST – São Paulo, 23 de setembro de 2015.

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1 COMENTÁRIO

  1. Trabalhar que é bom….. Nada né ???? Que conversa mais idiota essa, sem assunto invocam de colocar o negro aonde ele não foi chamado, se houve atitudes contra o pessoal das comunidades como vocês gostam de chamar a nossa favela, foi aqueles que tem uma visão torta da vida, daqueles que acham que podem levar vantagem em tudo, que acham que não precisam estudar, se julgam mais espetos do que os outros, daqueles que não gostam de trabalhar, agora, se são negros ou não a questão é outra, não mistura uma coisa com a outra, só idiota cai nessa lábia hoje em dia, afinal vocês falam de uma realidade que não conhecem, oarem de vitimizar o marginal. Isso mesmo parem de vitimizar o marginal, afinal brasileiro que trabalha não tem tempo para ir a praia fazer arrastão.

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