UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

terça-feira, 5 de julho de 2022

Ditadura Nunca Mais!

Redação Sergipe


Na Universidade Federal de Sergipe – UFS, no auditório de Geografia, ocorreu no dia 13 de dezembro, o evento Ditadura Nunca Mais!, em repúdio aos 51 anos do AI-5(Ato Institucional Número 5), organizado pelo Movimento Correnteza e o Comitê por Memória, Verdade e Justiça de Sergipe. Contou-se com a participação de palestrantes, entre elas (es) a professora Alexandrina Luz, militante política contra o regime militar fascista, Wellington Mangueira, que militou contra o regime e foi preso na Operação Cajueiros de Sergipe, Luis Felipe Araújo, da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE, além da mediação de Isabelly do Movimento Correnteza.

A Participação de Alexandrina Luz foi fundamental para a contextualização do momento histórico, sempre lembrando a importância da disciplina e compromisso com as causas da justiça social por parte da nova geração. Wellington Mangueira apresentou a sua experiência de militância e a absurda operação Cajueiros. Por fim o Luis Felipe foi fundamental, pois como representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB, é preciso se posicionar contra o AI-5 que acabou com os direitos políticos dos cidadãos brasileiros. À noite teve a ilustre presença da cantora popular Patrícia Luz, na Praça da democracia, também na Universidade federal de Sergipe. Ouvimos músicas da MPB que também foram censuradas. Houve as falas de representantes da Unidade Popular pelo Socialismo – UP, Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas – MLB, Movimento Correnteza e a redação de A Verdade de Sergipe.

Por que relembrar e repudiar o AI-5?

Por que foi há 51 anos, feitos numa sexta-feira 13 de dezembro, que houve o AI-5 (Ato Institucional número 5) no Brasil, que se institucionalizou a perda de direitos políticos de todos os brasileiros. Esse momento sombrio da nossa história é conhecido pelos estudantes como o golpe dentro do golpe, pois a partir dessa data, em 1968, a ditadura legalizou as perseguições, as torturas, os estupros e assassinatos. Fechou o congresso e partidos, caçou políticos, instituiu a censura aos teatros, às músicas, aos filmes. Desse modo vários artistas foram presos, como Caetano Veloso e Gilberto Gil. Censurou e matou jornalistas, como Vladimir Herzog. Extinguiu o Habeas Corpus. Impôs duras perdas aos heróis do povo brasileiro como Manoel Lisboa de Moura, Carlos Lamarca, Marighella, Dinalva Oliveira Teixeira, Aurora do Nascimento Furtado, Helenira Resende entre outras (os) que lutaram para acabar com o fascismo e o seu produtor, o capitalismo e implantar uma nova sociedade, o socialismo.

Portanto relembrar o momento mais obscuro da nossa história é conscientizar a sociedade civil do absurdo que foi o AI-5. É relembrar também que recentemente o filho do fascista Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o ministro da economia Paulo Guedes, disseram abertamente, em rede nacional, que era necessário para o Brasil “um novo AI-5”. Por isso é muito grave, que para garantir os interesses dos capitalistas diante da crise desse sistema econômico, seja “necessário” implantar um regime fascista para perseguir, torturar e assassinar, ou seja, tentar silenciar o povo contra as injustiças; tentar barrar a revolução socialista brasileira de instaurar um novo modelo de sociedade, verdadeiramente justo e que traga a felicidade aos brasileiros.

Segundo dados do Comitê por Memória, Verdade e Justiça, cerca de 150 estudantes foram assassinados e pelo menos 5 mil torturados pela Ditadura Militar Fascista. Por isso é necessário; é um ato militante relembrar essa data que marcou a legalização de torturas de crianças de 3 anos como Ângela Telma Oliveira Lucena, que presenciou o assassinato do próprio pai dentro de casa e com a sua mãe foi exilada para fora do país, Zuleide de 5 anos de idade, que teve seu cabelo cortado, além de ter ido ao exílio. Também ocorreram estupros, como por exemplo no caso de Inês Etienne Romeu – ex VPR.

Em Sergipe ocorreu a operação cajueiros em 1976, além de processar alguns contestadores, sequestrou e torturou militantes como Wellington Mangueira, Marcélio Bonfim (que estava na plateia do evento), Milton Coelho, que teve marcas eternas, como a cegueira, entre outros companheiros, presos no 28° Batalhão de Caçadores – 28 BC.

O PCR vive e luta!

Como repúdio a ditadura militar fascista e o capitalismo, em defesa do socialismo, além de relembrar os 51 anos da aberração do AI-5, os militantes da União da Juventude e Rebelião e do Partido Comunista Revolucionário – PCR decoraram parte da grande Aracaju, juntamente com São Cristóvão, com palavras de ordem como “Ditadura Nunca Mais!”, também fazendo o convite para a luta: “Lute Pela Revolução!”, “Lute pelo Socialismo! Ingresse na UJR!”. Além de relembrar a heroína do povo, “Olga Vive!”, o patrono da UJR com um: “Che vive!” e o herói do povo brasileiro e fundador do PCR, Manoel Lisboa de Moura (que venceu as torturas e não entregou seus camaradas durante cerca de 18 dias, para proteger o instrumento mais sofisticado de luta do proletariado, o PCR).

Nesse momento de crise do capitalismo e arrocho em cima dos trabalhadores, a vanguarda revolucionária não mede esforços em fazer a denuncia desse sistema decrépito e de organizar o povo em busca do socialismo. A UJR e o PCR não abandonam o contato com o povo, pois isso é suicídio. É preciso das bases, a conscientização, a coesão. Por isso há a decoração nos muros da cidade; por isso é importante ir bater na porta dos 89 milhões que não votaram no projeto fascista; ir bater na porta dos mais de 50 milhões de brasileiros que não tem emprego; dos mais de 7 milhões de sem teto e formar o exército do proletariado para combater o exército da burguesia. Só assim pode se expulsar o governo dos bandidos e instaurar o governo revolucionário dos trabalhadores.

Pintem-se os muros! Quem importa!

O que o povo ali escrever,

depois de secar a tinta,

por baixo daquela tinta

de novo há de aparecer.

Ponham-se os muros abaixo!

Que importa? Que importa, irmão?

Não há cidade sem casas

e nem há casas sem muros.

Os muros são como o povo.

Se renovam, se renovam.

E onde surgir um muro

mãos do povo surgirão

pra escrever a sua história,

história de suas fomes,

história de suas sedes.

Fecham partidos? Pra frente!

Cassam mandatos? Pra frente!

Fecham jornais? Para frente!

Há muros onde escrevermos

a história de nossas fomes,

a história de nossas sedes.

Para a frente! Para a frente!

O povo escreve a história

nas paredes!

(Trecho do Poema de Mário Lago, O Voto é a Arma do Povo! O Nosso Petróleo é Nosso!)

Ditadura nunca mais!

Viva o socialismo!

O PCR Vive, luta e avança!

Manoel Lisboa Vive!

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