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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

“Clandestinas” inicia cortejo no carnaval: um bloco feminista e revolucionário da Casa Tina Martins

Parido das entranhas da primeira e mais significativa Ocupação de Mulheres da América Latina, das contradições e dificuldades das próprias mulheres vítimas da violência a que são submetidas, o bloco “Clandestinas” é a expressão da luta e da resistência das mulheres.

Redação Minas Gerais
Jornal A Verdade


Foto: Jornal A Verdade

MINAS GERAIS – Com músicas que combatem a sociedade machista e patriarcal, o bloco “Clandestinas” abala as estruturas do sistema capitalista pelas ruas de Belo Horizonte. São denúncias contundentes da realidade difícil das mulheres em um sistema opressor e reacionário. O trajeto também diz muito a respeito do surgimento do “Clandestinas”, passando pelo primeiro local ocupado pelas mulheres do Movimento Olga Benário, a Rua Espírito Santo com Guaicurus. Momento quando o Izabella Sturzeneker falou da experiência da ocupação realizado no dia 8 de março de 2016.

Foi emocionante as mulheres cantando à capela: “você vai se arrepender de levantar a mão pra mim”, imortalizada pela composição e voz de Elza Soares, música que marcou os primeiros e difíceis dias de resistência contra ameaça de reintegração do prédio pela Polícia Militar e às provocações de fascistas.

Outro ponto marcante ocorreu em frente a Ocupação Carolina Maria de Jesus, na Rua Rio de Janeiro. Nesse momento Poliana de Souza, uma das organizadoras da “Ocupação Tina Martins” em 2016, falou em nome do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e destacou o “papel das casas de abrigo e acolhimento de vítimas de violência doméstica e do Estado burguês para a vida das mulheres.”

Poliana também falou do abandono dos moradores das periferias de Belo Horizonte que estão sofrendo com perdas irreparáveis que os(as) trabalhadores(as) estão sofrendo nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro causados pela falta de políticas públicas para moradia. Sofrimento causado pelo “Presidente fascista Jair Bolsonaro, pelo Governador dos ricos Romeu Zema (NOVO) e pelo mentiroso Prefeito Alexandre Kalil (PSD).”

Parido das entranhas da primeira e mais significativa Ocupação de Mulheres da América Latina, das contradições e dificuldades das próprias mulheres vítimas da violência a que são submetidas, o bloco “Clandestinas” é a expressão da luta e da resistência das mulheres. Uma forma de denunciar e buscar as alternativas para destruir o sistema capitalista.

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