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quinta-feira, 30 de junho de 2022

Entidades brasileiras exigem fim do bloqueio a Cuba

Foto: ACJMFoto: ACJM

Da Redação Rio de Janeiro


Entidades brasileiras de solidariedade a Cuba enviaram carta ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump exigindo o fim do bloqueio a Cuba, que já dura quase sessenta anos.

Na carta, as entidades citam o momento vivido pela maioria dos países do mundo, que sofrem com a pandemia de coronavírus e precisam de união e solidariedade para vencer a vírus.

Lembraram também que diversos governos “pedem que se deixe de lado o que nos divide para agir pelo bem da humanidade”, referindo-se não apenas à epidemia, mas ao próprio bloqueio a Cuba, muitas vezes condenado por ampla maioria pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Tal bloqueio tem dificultado enormemente a ação das autoridades sanitárias cubanas no combate a COVID-19, uma vez que insumos e equipamentos são proibidos de entrar no país. Mesmo assim, a pequena ilha no Caribe não abre mão de seu internacionalismo.

Cuba tem demonstrado uma vez mais a solidariedade. Atualmente, conta com 14 brigadas médicas combatendo a pandemia em outras nações, com 593 profissionais cubanos da saúde arriscando suas vidas e sendo reconhecidos no mundo inteiro”, afirma a carta, que lembra ainda que “durante várias décadas o governo cubano tem prestado assistência médica em vários momentos de catástrofes e endemias, em terremotos, furacões, problemas de saúde em geral, sem jamais exigir nada em troca e apesar do bloqueio”.

Apesar disso, o criminoso bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos segue de pé. Tal atitude revela a hipocrisia do imperialismo norte-americano, responsável por centenas de guerras, golpes, intervenções militares, invasões e milhares de mortes, mas que se acha com autoridade moral para bloquear um país que “não lança bombas contra outros povos, não possui armas nucleares ou biológicas ou químicas e, ao invés disso, envia médicos a qualquer lugar por mais longínquo que seja a quem necessite”, como muito bem lembrou a carta.

O documento é contundente ao afirmar que “não se concebe que neste cenário mundial os EUA tenham chegado a extremos de implementar só em 2019 mais de 80 ações e medidas contra o povo cubano, aí incluída a aplicação dos títulos III e IV da mal denominada Lei Helms-Burton, a sanção a 27 empresas do setor energético para impedir o acesso da ilha a combustíveis, multas a dezenas de entidades financeiras de diferentes países por transacionarem com Cuba e, recentemente, o inconcebível impedimento de um navio atracar em Cuba com insumos médicos”.

Por fim, as entidades signatárias pedem que o governo dos EUA cesse o bloqueio contra Cuba “pelo bem de todos”. Segundo elas, “essa é a única medida aceitável em um momento tão difícil para todos nós e para seu próprio país”.

A carta é assinada pelo Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba, Capítulo Brasil do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos, pelas associações culturais José Martí do RN, ES, TO, GO, SC, RS, PR, RJ, MG, BA, PI, PB, Grande ABC e SP, além dos movimentos de solidariedade a Cuba de SP e ES, pela Casa da Amizade Brasil-Cuba do Ceará, Representação Cultural José Martí (PR), Comitê de Defesa da Revolução Cubana (DF), Núcleo de Estudos Cubanos (UNB/DF), Unidade Popular pelo Socialismo (UP), Centro Cultural Manoel Lisboa, Comitê de Defesa da Revolução Cubana (PA), Comitê de Solidariedade a Cuba (SE) e Comitê Estadual Memória, Verdade e Justiça para a Democracia (PE).

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