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domingo, 4 de dezembro de 2022

Estados Unidos roubam equipamentos contra o coronavírus de outros países

Foto: Reuters
SAQUE. Governo dos EUA saqueiam equipamentos de combate ao coronavírus comprados de outros países (Foto: Reuters)

Por Eduardo Leal
Rio de Janeiro


Enquanto o povo demonstra sua solidariedade em diversas campanhas de arrecadação de alimentos, no mundo inteiro as nações imperialistas mostram que a única língua que conhecem é a do dinheiro. Em meio à pandemia têm crescido os relatos de desvio de equipamentos médicos e de proteção individual.

A França, por exemplo, roubou quatro milhões de máscaras que iriam para a Itália e Espanha. Já a República Tcheca, roubou 680 mil máscaras e respiradores que estavam sendo levados pela Cruz Vermelha da província chinesa de Zhejiang para a Itália.

Os Estados Unidos, um dos maiores predadores globais, desviaram 600 respiradores que haviam sido comprados da China e ajudariam a população dos estados do Nordeste brasileiro na luta contra o coronavírus. Apesar desse absurdo, Bolsonaro, que sempre foi um capacho das políticas de Trump e até já prestou continência à bandeira americana, nem sequer esboçou algum protesto pelas vidas brasileiras que serão colocadas em risco.

A 3M, uma das maiores produtoras de máscaras do mundo, disse o que o governo de Trump pediu para que parasse de exportar para o Canadá e para a América Latina. Achando pouco, os Estados Unidos ainda desviaram 200 mil máscaras que tinham como destino original a Alemanha. Trump nem disfarçou: “Precisamos das máscaras. Não queremos outros conseguindo máscaras”, disse.

Bloqueio econômico dos EUA ameaça a vida de milhões de pessoas

O que está acontecendo agora com os países da Europa não é novidade para muitos países como Cuba, Venezuela, Nicarágua e Irã, que sofrem com os criminosos bloqueios norte-americanos. Mesmo em meio à pandemia, os Estados Unidos têm mantido e piorado estes bloqueios, um ato que representa graves violações aos direitos dos povos e que se convertem em crimes contra a humanidade.

No dia 1º de abril, os Estados Unidos anunciaram que navios da Marinha fariam um bloqueio naval contra a Venezuela, impedindo assim o abastecimento de insumos necessários à produção de combustível em território venezuelano. Esta ação, que não é a única, atinge diretamente as atividades industriais do país e dificulta o combate à pandemia.

Desde 1960, Cuba sofre com um bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelos Estados Unidos, que é responsável por um prejuízo de mais de 1 trilhão de dólares. Desde que foi implantado, o bloqueio vem gerando grandes limitações financeiras, prejudicando o desenvolvimento do país e até mesmo o seu sistema de saúde, que sofre com falta de equipamentos médicos.

Cuba e a solidariedade socialista

Apesar deste nefasto bloqueio, Cuba deu outro exemplo de solidariedade ao aceitar o pedido do Reino Unido e da Irlanda do Norte para que um navio de cruzeiro com cinco casos confirmados de COVID-19 atracasse na ilha. Os pedidos foram feitos depois de o transatlântico ser proibido de aportar nas Bahamas e em Barbados, países vizinhos de Cuba, no Caribe, por conta do coronavírus.

Ao contrário dos EUA, o governo cubano disse que “são tempos de solidariedade, de entender a saúde como um direito humano, de reforçar a cooperação internacional para enfrentar nossos desafios comuns”. Cuba mantém viva a chama da solidariedade socialista e honra sua história. Foi Cuba quem tratou as crianças contaminadas de Chernobyl e mandou milhares de médicos a África combater o Ebola.

Isso tudo mostra que os ditos “países ricos e desenvolvidos” só querem saber de si mesmo e não se importam com os outros. Mas também traz uma grande reflexão: do que vale a riqueza e o desenvolvimento, se não são usados para salvar vidas e ajudar os mais necessitados?

No Brasil, temos visto essa solidariedade florescer. Diversas campanhas de solidariedade são organizadas para ajudar as pessoas mais necessitadas, como por exemplo, a campanha de solidariedade do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).

Somente com a solidariedade e união do povo com o povo, de trabalhador com trabalhador, vamos conseguir superar essa crise e construir um mundo mais solidário e menos desigual.

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