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Revolta popular eclode após assassinato de trabalhador negro pela polícia nos EUA

População se revolta contra polícia da cidade após assassinato de trabalhador negro. Foto: facebook/reprodução

Felipe Annunziata
Rio de Janeiro

MINNEAPOLIS/EUA – A cidade de Minneapolis, nos EUA, vive desde de terça uma revolta popular por conta do assassinato do caminhoneiro e segurança negro George Floyd pela polícia. O trabalhador de 46 anos foi morto por quatro policiais na última segunda (25).

Os policiais renderam o homem o acusando de ter falsificado uma nota de 20 dólares. Sem provas, o caminhoneiro foi deitado no chão algemado e um dos oficiais colocou o joelho no pescoço dele enforcando-o. A ação foi gravada por uma testemunha e circulou na internet. No vídeo se ouve claramente George Floyd implorando a polícia: “não consigo respirar”.

Este assassinato provocou a ira da população da cidade que decidiu se revoltar contra a polícia e a política racista do Estado norte-americano. São conhecidas as políticas de “segurança” nos EUA que, assim como no Brasil, se caracterizam pela morte em massa da população negra.

Minneapolis acordou hoje com dezenas de prédios incendiados e barricadas espalhadas por vários pontos da cidade. Manifestantes entraram em confronto com o aparato repressivo da polícia. O povo atacou e destruiu delegacias e cercou a casa do policial assassino.

Em todos os EUA surgem protestos contra o racismo e o governo do fascista Trump. Nos EUA, o atual presidente tem sido um dos mais árduos defensores das políticas racistas contra negros, latinos e imigrantes, impostas em diversos estados.

A família de Floyd tem exigido justiça e que os policiais sejam condenados por homicídio. Diante da pressão popular os assassinos foram demitidos e agora o prefeito e o governador do estado também aceitan a prisão deles.

Em Los Angeles, população sai às ruas contra política racista do Estado. Foto: Fox News

Revolta dos estadunidenses mostra miséria social da maior potência imperialista do mundo

O que está em jogo hoje nos EUA é a luta contra um sistema que privilegia uma minoria de bilionários brancos de Wall Street em detrimento do povo. Hoje, mais de 10 milhões perderam seus empregos, 100 mil morreram de coronavírus e 70 milhões não tem atendimento médico (não existe saúde pública nos EUA). Isso tudo somado a política racista imposta pelas polícias de todo o país, onde a perseguição e morte de negros e latinos é a prioridade.

O fascista Donald Trump, junto com dezenas de governadores e prefeitos trabalham a todo custo para manter essa situação. O governo norte-americano faz tudo para que Wall Street continue lucrando mais do que nunca, ao mesmo tempo que incentiva a criação de milícias armadas brancas em vários estados.

O povo de Minneapolis mostrou que os trabalhadores norte-americanos não aceitarão calados esses ataques e apontam para única saída possível para vencer o fascismo e o racismo: a organização popular. A morte George Floyd é mais uma demonstração de que o capitalismo sempre vai buscar a morte e a exploração do povo pobre e principalmente dos segmentos historicamente mais explorados, como os negros nos EUA.

Povo vai em massa às ruas em Minneapolis em revolta contra assassinato racista da polícia. Foto: facebook/reprodução.

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