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Com general na Saúde, mortes por Covid mais que dobram

Depois de demitir dois médicos, o capitão reformado decidiu nomear para o Ministério da Saúde o general Eduardo Pazuello, especializado em logística. O general assumiu o Ministério no dia 16 de maio. O País tinha, então, 15.046 mortes e 227.877 pessoas contaminadas. Após 21 dias, o resultado da gestão do general na Saúde é uma grande tragédia. De fato, os números de mortes e de transmissão do vírus mais que dobraram, chegando a quase 36 mil mortes e 645.771 pessoas contaminadas no dia 6 de junho.

Ou seja, nestes 21 dias em que os militares assumiram o Ministério da Saúde, morreram mais de 20 mil brasileiros e brasileiras devido à Covid-19. Coincidência ou não, o aumento das mortes aconteceram após o general e o capitão reformado se autoproclamarem médicos e assinarem uma portaria exigindo a adoção de cloroquina em todos os pacientes que chegam aos hospitais com sintomas da Covid-19.

Como se não bastasse, as outras medidas do Ministério para combater o crescimento da Covid-19 são completamente inadequadas e equivocadas: após mais de 100 dias, o Governo Federal inaugurou um único hospital de campanha, quando governos estaduais e prefeituras já inauguraram mais de 20 hospitais no país e apenas 10% dos recursos aprovados pelo Congresso Nacional para serem usados no combate à pandemia foram gastos, apesar de os hospitais estarem superlotados, sem equipamentos de proteção e respiradores e com reduzido número de enfermeiros e médicos.

Porém, foram contratados mais 25 militares para exercerem altos cargos no Ministério e um grande empresário, Carlos Wizard, indicado pelo famigerado Centrão, foi contemplado com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos. Além disso, com o general do Exército na Saúde, o Brasil se tornou o terceiro país do mundo com mais mortes e passou a ter um brasileiro morrendo a cada minuto por Covid-19.

Para esconder do povo brasileiro essa incompetência e o desprezo com a vida humana, o general e o capitão reformado autoritariamente cancelaram as entrevistas diárias do Ministério da Saúde e passaram a divulgar o número de mortes e de contaminados somente às 22 horas. Também agora o site oficial da Covid-19 não mostra mais o número total de pessoas infectadas e de óbitos. Sonegando as informações sobre a doença, esperam facilitar as mentiras propagadas pela Secom e a criminosa rede do Gabinete do Ódio.

Como vemos, ou o povo se levanta contra essas atrocidades ou o Governo do capitão reformado e de seus generais levarão mais de 100 mil brasileiros e brasileiras para sepultura e o Brasil para o abismo.  Basta!

Da Redação

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