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segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Crato: 16 meses de descasos com famílias na encosta do Seminário

 

Foto: Camila Almeida
Por Leonardo Alencar
CRATO (CE) – Historicamente, as periferias de nosso país, é propositalmente esquecida pelo governo, isso acontece desde o processo da abolição da escravatura no Brasil, quando negro e negras libertos formaram suas comunidades nos morros e encostas das grandes cidades. Hoje apesar da luta e das conquistas dos movimentos sociais, esse descaso ainda existe a nível de “Nação”, como também, a nível estadual.
Há 16 meses no Ceará, parte da encosta do Seminário São José, no Crato (Região do Cariri), houve o desabamento prejudicando 30 famílias que moravam no local tiveram seus imóveis interditados. O famoso ponto turístico da região deixou a mais de um ano famílias sem ser indenizadas pela perca de seus imóveis. Muitos desses moradores estão em casa de familiares ou na rua, pois o aluguel social pago pelo governo é somente R$ 400, que na realidade do Crato e várias cidades, não dá para pagar nem o aluguel de uma Quitinete.
Os moradores estão em situação de risco em plena pandemia amontoados em casa de familiares ou como existe casos pessoas morando nas ruas, devido o descaso do Governo Camilo Santana e do Prefeito José Ailton Brasil, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), aliados na política do estado, porém o prefeito ignore a irresponsabilidade do governo estadual.  Diante dessa descaso é necessário que o povo se organize cada vez mais para cobrar dos órgãos públicos os seus direitos.
O direito à moradia digna foi reconhecido e implantado como pressuposto para a dignidade da pessoa humana, desde 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Além disso, ela foi incluída na Constituição Federal de 1988, no caput do Artigo 6º – São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. Não há dúvida de que a inclusão do direito à moradia é direito humano, mas infelizmente os governantes esquecem disso. Lutar pelo direito à moradia e pela vida nesse momento de pandemia do novo coronavírus é um dever.

 

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