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Estudantes da FESPSP conquistam a redução das mensalidades

MENSALIDADE – Mesmo com a pandemia, movimento estudantil garantiu vitórias. (Foto: Jady Oliveira/Jornal A Verdade)

Brenda Lima, Gabriela Santos, Maria Feller e Victoria Dorta

SÃO PAULO – Durante a atual pandemia do coronavírus, a grande maioria das atividades realizadas presencialmente em diversos setores foi transferida para o método remoto.

Tendo em vista os diversos problemas, a juventude se viu na necessidade de lutar por seus direitos e melhores condições para realizar seus estudos diante da pandemia. O Centro Acadêmico Florestan Fernandes da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), representando o curso de Sociologia e Política, foi um exemplo vitorioso na luta pela redução das mensalidades durante o período da pandemia.

Desde o início da gestão, em abril de 2019, o Centro Acadêmico da FESPSP tem realizado ações pela permanência estudantil, sendo a principal delas a conquista de cotas sociais e raciais para os três cursos da instituição através da mobilização dos estudantes, que criaram comitês de diálogo com a Coordenação e a Reitoria e até greve que durou uma semana.

A mais recente vitória estudantil foi a redução de 30% nas mensalidades, sendo que alguns processos foram realizados para o desconto nas próximas mensalidades e 50% de desconto na rematrícula. Para isso, foram realizadas reuniões quinzenais com os representantes de cada sala do curso de Sociologia e Política para discutir a situação e os pontos que os estudantes traziam. E também reuniões com a Coordenação para saber como estava avançando este processo.

Desde março, as instituições de ensino, seus funcionários e estudantes tiveram que se adaptar às aulas por meio de ferramentas digitais que muitos deles nunca tiveram contato, causando diversos transtornos tanto no fator de acesso quanto na instabilidade das plataformas utilizadas. Os professores, sendo constantemente cobrados para fazer o possível e o impossível nas aulas online, sempre com o risco de perderem seus empregos, e os estudantes cheios de tarefas e atividades para serem realizadas.

Além disso, vários estudantes, tanto de instituições públicas quanto de instruções privadas, vivem em locais sem acesso à internet ou algum dispositivo eletrônico, o que dificultou os mesmos de realizarem as atividades. Muitos tiveram que trabalhar e estudar ao mesmo tempo, saindo de suas casas para sobreviver, arriscando contrair a doença, sem um amparo adequado do governo, resultando em desistência dos estudos, justamente por falta de políticas de permanência estudantil.

A desistência nos cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas aumentou 31% entre os meses de abril e maio. Além disso, grande parte dos estudantes de universidades particulares se encontra com dificuldades de pagar a mensalidade dos cursos, levando as faculdades a registrar cerca de 70% de inadimplência, segundo dados do Sindicato de Entidades Mantedoras do Ensino Superior (Samesp). Estima-se que, até o final de 2020, cerca de 284 mil estudantes fiquem fora do ensino superior. Mesmo com esse cenário, a grande maioria das universidades particulares se nega a conceder o desconto nas mensalidades, alegando que estão negociando individualmente com os alunos ou que concedem o parcelamento delas. Não podemos deixar que o fato de não conseguirem pagar as mensalidades na pandemia afaste ainda mais os estudantes pobres do ensino superior.

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