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Movimento realiza manifestação em repúdio aos quatro anos de obras paralisadas no metrô

METRÔ BRASILÂNDIA JÁ! – Movimento segue em passeata durante a manifestação, Unidade Popular Pelo Socialismo realizou panfletagens. (Foto: Vitória Louise/Jornal A Verdade)

O Movimento “Metrô Brasilândia Já”, após convocação na região, realizou uma passeata em denuncia aos atrasos nas obras da linha 6-laranja do metrô.
Vitória Louise

SÃO PAULO (SP) – Na quarta-feira (02) completou-se quatro anos de obras paralisadas do metrô da linha 6-laranja do metrô. Essa linha foi projetada para ser a maior linha de metrô que corta a cidade de São Paulo, tendo em seu projeto inicial mais de trinta estações, ligando a região da Brasilândia, extremo norte de São Paulo ao Morumbi, zona Sul da capital paulista.

Essa linha tem contrato de planejamento a partir de uma “parceria público-privada”. O Estado de São Paulo entrou com 50% do investimento e a outra metade seria a cargo da parceria. Os governos do PSDB, caracterizados pelas privatizações, abriram um processo de licitação, assim, o “Grupo Move” assumiu as construções.

Porém, os capitalistas queriam empréstimo público do BNDES para arcar com a sua parte, para só assim iniciarem as obras. Como não conseguiram o empréstimo, resolveram não construir.

O grupo está sendo investigado por corrupção, mesmo assim recebeu compensações, mesmo realizando 15% do que se comprometeram.

O Estado abriu um novo processo de licitação, congelando a construção desta linha. Apesar da sua importância, continuam sendo os trabalhadores zona norte de São Paulo os mais afetados pelos atrasos, enquanto que os lucros milionários das empresas estrangeiras permanecem intactos.

A Linha das Universidades

A linha 6-laranja do metrô foi apelidada como a “linha das universidades” por ter seu mapa ligado a diversas universidades paulistas, entre elas estão a UNIP, FMU, FGV, PUC, FAAP e Mackenzie.

LINHA DAS UNIVERSIDADES – O movimento estudantil também compôs a manifestação pelo metrô. (Foto: Vitória Louise/Jornal A Verdade)

Por se tratar de universidades paulistas que juntam uma grande parcela de estudantes trabalhadores, a linha atenderá milhares de estudantes que se concentram nos polos universitários. Atualmente, a os alunos trabalhadores necessitam atravessar pela região dependendo de diversos tipos de transportes, gastando em média duas horas para chegar até o polo universitário e mais duas horas para voltar para a casa ou ir para o trabalho.

Só a Luta Muda a Vida

Descontentes com os atrasos e o subdesenvolvimento do transporte na região, os moradores do distrito organizam o movimento “Metrô Brasilândia Já!”. O movimento que reivindica que o metrô da linha 6-laranja seja completamente estatal e que as obras possam retomar o mais rápido possível, garantindo para a população da zona norte acesso ao transporte público de qualidade.

A verdade é que hoje a média que os trabalhadores da região da Brasilândia gastam até 50 minutos para chegar até o metrô, podendo fazer, inclusive, uma viagem alcançar até 1 hora e 30 minutos.

No sábado (05), foi construído uma manifestação no bairro, em repúdio aos quatro anos de obras paralisadas. Estiveram presentes na manifestação, o Sindicato dos metroviários SP, APEOESP, professores, estudantes e moradores do bairro.

Durante o ato, foram realizadas denúncias políticas sobre o governo do PSDB no Estado de São Paulo, o movimento também realizou diversas panfletagens denunciando a situação das obras para quem passava na rua.

BRIGADISTAS – O Jornal A Verdade esteve presente na manifestação. Militantes da União da Juventude Rebelião garantiram sua venda e sustentação material. (Foto: Vitória Louise/Jornal A Verdade)

Estiveram presentes ainda os pré-candidatos da Unidade Popular Pelo Socialismo (UP) e militantes da União da Juventude Rebelião (UJR), que fortaleceram as atividades do ato e realizaram a brigada do Jornal A Verdade, vendendo 14 jornais entre os moradores.

O movimento garantiu que a luta pelo metrô da linha 6-laranja vai continuar através de manifestações, panfletagens, denúncias e exigindo o que Estado não trate como mercadoria o transporte público. O movimento garante que acesso ao metrô “é um direito e nós reivindicamos que esse direito seja colocado em prática!”

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