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Preço do arroz: querem nos matar de fome

CARESTIA – ARROZ ESTÁ SENDO VENDIDO POR MAIS DE 40 REAIS. IMAGEM: SITE DO EXTRA / REPRODUÇÃO

Por Eduardo Lagroteria
Movimento Luta de Classes

SÃO PAULO – Sabemos que as condições de vida têm piorado dia após dia no Brasil. Vivemos uma pandemia que já matou quase 130.000 pessoas no nosso país, cerca de 40 milhões de pessoas não tem emprego e a população está cada vez mais empobrecida.

Mesmo assim fomos recentemente golpeados com o preço do saco de 5 kg de arroz chegando a R$40!!! Durante o ano de 2020, o arroz aumentou 19,25%. Nos locais onde encontramos em “promoção”, o preço está em média R$25, sendo encontrado regularmente a R$30.

Mas por que o preço subiu tanto?

Os economistas e associações de empresários apontam vários fatores, mas uma questão é a principal: a sede por lucros.

De janeiro a junho deste ano, a exportação de arroz aumentou 67,3% comparado com o mesmo período de 2019, sendo que até agosto de 2020, o Brasil importou 414,4 mil toneladas de arroz e exportou 1,153 mil toneladas. Com o alto valor do dólar, os produtores de arroz (agronegócio) preferem vender para o exterior, pois assim recebem mais pelo mesmo produto, do que se vendessem no mercado interno em reais. Ao mesmo tempo, ao enviar grande quantidade do produto para o exterior, reduz a oferta dentro do Brasil, assim o preço acaba subindo também. Outro fator que reduziu a oferta do arroz no mercado interno é que a quantidade de arroz plantado vinha sendo reduzida pois os produtores não consideravam lucrativa.

O governo Bolsonaro culpa exclusivamente o aumento do consumo, pois com a liberação do auxílio emergencial a população mais pobre passou a consumir mais e suas compras são alimentos em sua maior parte. O presidente diz ainda que não vai “dar canetada” para tabelar os preços dos alimentos, e pede com jeito e carinho para que (por favor, se não for muito incômodo) os supermercados tenham “patriotismo” e renunciem a seu lucro. Mas esse mesmo presidente não mediu esforços gastando tinta de sua caneta para reduzir o auxílio emergencial para R$300 e restringir as pessoas que terão acesso.

Fica evidente assim, que o presidente caminha lado a lado dos patrões para garantir o seu lucro e enriquecimento, no agronegócio, no cartel das grandes redes de supermercado e de todo tipo de usurpador. Com o preço do arroz tão elevado, assim como do feijão e outros alimentos básicos, ainda mais reduzindo o auxílio emergencial, eles querem nos matar de fome, e tudo em nome de manter e encher ainda mais seus bolsos de dinheiro.

O problema do preço da alimentação e da fome tem nome: capitalismo! Precisamos nos levantar para lutar contra a carestia imediatamente e pelo poder popular e o socialismo.

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