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Avança luta por democracia e independência na Costa do Marfim

NAS RUAS. Povo unido por uma Costa do Marfim democrática e próspera (Foto: PCRCI)

As lutas do povo da Costa do Marfim contra o despotismo do governo Ouattara avançam, apesar da forte repressão do Estado. Muitas cidades organizam a desobediência civil à sua maneira. O objetivo é derrubar o governo da luta do povo da Costa do Marfim hoje é o poder despótico de Ouattara, representante dos interesses do capital financeiro internacional e da camada mais reacionária e gananciosa da burguesia marfinense.

Da Redação
Com informações do PCRCI

INTERNACIONAL – A luta contra o despotismo na Costa do Marfim continua. Em 10 de outubro de 2020, houve uma reviravolta especial com a organização de um mega comício de toda a oposição no estádio Felix Houphouët. Nele, teve participação destacada o Partido Comunista Revolucionário da Costa do Marfim (PCRCI), que integra a Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML). 

“O PCRCI denuncia todas as tentativas de sabotar a manifestação pelo governo. Denuncia, em particular, o comportamento antirrepublicano de certos agentes da lei que impediram ou tentaram impedir os ativistas de irem ao local do evento”, disse Achy Ekissi, secretário-geral do partido. “O PCRCI também protesta contra a violência cometida por braços armados seculares do governo contra os ativistas que compareciam a esta manifestação e contra o saque dos veículos que os transportavam. Às vítimas desta barbárie, a direção do partido expressa a sua solidariedade e deseja-lhes uma rápida recuperação. Às autoridades competentes, o PCRCI exige o esclarecimento destes lamentáveis ​​acontecimentos e a apuração das responsabilidades”, afirma.

A crise na Costa do Marfim

As lutas do povo da Costa do Marfim contra o despotismo do governo Ouattara avançam, apesar da forte repressão do Estado. Muitas cidades organizam a desobediência civil à sua maneira. O medo mudou de lado. Essas lutas devem se acentuar até que as demandas por eleições democráticas e respeito pelas liberdades e democracia sejam atendidos.

“Sob poderes despóticos como o de nosso país, a experiência mostra que as lutas são árduas. Durante essas lutas, as dificuldades podem parecer intransponíveis a ponto de alguns atores da oposição serem tentados a considerar atalhos para alcançar a satisfação de suas reivindicações. Recorrer ao imperialismo ou às instituições por ele dominadas é uma das opções preferidas destes últimos”, afirma Ekissi, se referindo a determinados setores da oposição que querem entregar ao imperialismo a liderança da luta contra a ditadura de Ouattara. 

“Para o PCRCI, a intervenção da ONU ou de uma grande potência com mandato da ONU na atual crise de nosso país deve ser rejeitada. Esta intervenção, além de violar a soberania da Costa do Marfim, não vai ao encontro das expectativas básicas do povo. Vai impor arranjos para os chamados ‘salvadores da paz’, sem resolver os problemas reais, as fontes da crise”, defende.

Na Costa do Marfim, a França, com mandato das Nações Unidas, já interveio na crise de 2002 a 2011. Essa intervenção não evitou a macabra contagem de milhares de mortes, nem resolveu os problemas fundamentais do país que é o estado de ilegalidade, da justiça sob ordens, do despotismo, etc.

Na África, os exemplos de Mali, República Centro-Africana, Somália, República Democrática do Congo, Sudão, Saara Ocidental, etc., onde há missões das Nações Unidas, mostra que, apesar da intervenção do imperialismo, a paz e a estabilidade ainda estão comprometidas. A Líbia “pacificada” pela ONU tornou-se um espaço para todo o tráfico ilícito, onde as massas populares estão em contato com a morte todos os dias. Nos casos do Mali e de Burkina Faso, a União Africana mostrou seus limites na resolução de crises. 

É por isso que o PCRCI diz não à intervenção das potências imperialistas. “A Costa do Marfim só será efetivamente libertada com a luta do seu povo, com o apoio de todas as forças internacionais que respeitem as suas aspirações”, acredita Achy Ekissi.

Derrotar o governo despótico na Costa do Marfim

O governo do Reagrupamento dos Houphouetistas para a Democracia e a Paz (RHDP, partido governista) é atualmente o principal responsável pelo aprofundamento das divisões identitárias entre o povo da Costa do Marfim. Ele agita as tribos para dividi-las e governá-las. É ele, com a sua famosa política de ajuste étnico, que aprofunda a desconfiança entre as diferentes comunidades do país. Com sua propensão a instrumentalizar comunidades, enfraquece a coesão social e cria as condições para possíveis confrontos étnicos. Na luta atual contra esse poder despótico, é preciso evitar cair em sua armadilha, no canto da sereia das diferenças de identidade.

“O objetivo de reagrupar as forças políticas da oposição é conhecido de todos. Trata-se de lutar contra o despotismo, defendendo a democracia e as liberdades. Trata-se de conquistar um ambiente eleitoral que garanta a soberania popular. Essas bandeiras são claras e inequívocas”, explica Achy Ekissi. 

O alvo da luta do povo da Costa do Marfim hoje é o poder despótico de Ouattara, representante dos interesses do capital financeiro internacional e da camada mais reacionária e gananciosa da burguesia marfinense. Sob a liderança do Partido Comunista Revolucionário da Costa do Marfim avança a luta pelo fim do despotismo na Costa do Marfim, com o povo unido por uma Costa do Marfim democrática e próspera.

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