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Neoliberalismo: o individualismo como modelo econômico e social

SALVADOR ALLENDE – Presidente chileno foi vítima de um golpe de Estado que buscava aplicar o neoliberalismo no Chile. (Foto: Arquivo/Jornal A Verdade)

Com o acirramento da luta de classes, com o estado burguês dominado pelos fascistas, cabe a todos que sonham por um mundo melhor buscar uma unidade coletiva em nome do poder popular e do socialismo.
Pedro Ian

RIBEIRÃO PIRES (SP) – A partir da década de 80, com o revisionismo em fase de metástase, surgia uma nova teoria econômica, o neoliberalismo.

Fundamentado nas teorias de Milton Friedman, o neoliberalismo surge como um sistema adaptado a um mundo em rápido processo de globalização, uma teoria que propunha ser o completo oposto do que o socialismo científico se propôs a ser: construir um mundo pautado na individualização, destruir por completo a ideia de sociedade.

Após o golpe fascista de Pinochet em 1973, no Chile, com total apoio do governo imperialista de Richard Nixon, o país latino americano se torna o grande ensaio da tese desenvolvida por Friedman. A ditadura no país se concentrou em destruir todos os avanços sociais promovidos pelo presidente eleito, morto pelo golpe, Salvador Allende.

O governo de Pinochet também tinha um outro apoio internacional, Margareth Tatcher, eleita pelo Partido Conservador em 1979, primeira-ministra do Reino Unido. O governo da “dama de ferro”, foi caracterizado pela postura rígida e dura com movimentos de esquerda na Inglaterra e em suas colônias, além de sua postura pró- guerra, sendo assim a “mãe do neoliberalismo”. Nas palavras da própria, “mas o que é sociedade? não existe essa coisa”.

Depois dessas experiências, vimos o neoliberalismo avançar para todos os cantos do globo, da Coreia do Sul onde penetrou pela ditadura de Syngman Rhee, até no nosso próprio país, que sofreu com a hiperinflação.

Essa doutrina se caracteriza pela completa vulgarização de toda espécie de movimento social. No início dos anos 2000, com a massificação da internet e a crise ecológica, a ideologia do neoliberalismo isolou os movimentos de suas principais pautas: a defesa do meio ambiente deixou de ser um movimento que questionasse a infraestrutura do capitalismo para se tornar mero estilo de vida apolítico ao invés de militância política revolucionária cotidiana.

Esses movimentos hoje estão longe das massas, se tornaram mero produto de venda e consumo. Nesse sentido, o capitalismo busca dar um golpe final na socialização através da individualização.

Esse processo significa o fortalecimento, na verdade, do conservadorismo e do fascismo. Não à toa que em nosso Congresso Nacional temos bancadas como a “bancada ruralista”, “bancada da bala” e uma maioria de deputado empresários e latifundiários, deslegitimando a Constituição de 1987.

Hoje, com o acirramento da luta de classes, com o estado burguês dominado pelos fascistas, cabe a todos que sonham por um mundo melhor buscar uma unidade coletiva em nome do poder popular e do socialismo. Caso contrário, enfrentaremos uma barbárie ainda maior.

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