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Réu por corrupção, Baldy reassume secretaria de transportes de SP e prepara concessão de linhas da CPTM

CENÁRIO – Alexandre Baldy prepara nova onda de privatizações no transporte público, porém entidades e movimentos preparam resistência. (Foto: Reprodução)

Recorrente em vários estados, a precarização no transporte público é o modelo de gestão da iniciativa privada para que o negócio lhe seja o mais lucrativo possível.
Redação São Paulo

SÃO PAULO (SP) – Ora afastado por acusação de corrupção, Alexandre Baldy reassumiu a Secretaria de Transportes Metropolitanos do governo de São Paulo no início deste mês, pouco dias após o ministro Gilmar Mendes ter decidido pela suspensão da ação penal contra o secretário.

Já no primeiro dia da retomada da pasta, Baldy afirmou, em declaração ao portal Diário do Transporte, que o edital de concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM deve ser lançado até dezembro deste ano.

O secretário prometeu também realizar uma consulta pública para licitação do Trem Intercidades e da Linha 7-Rubi entre outubro e novembro de 2020.

Alexandre Baldy foi preso no dia 06 de agosto, alvo da Operação Dardanários, que investiga desvio de recursos públicos de contratos da área da Saúde no Rio de Janeiro, entre 2013 e 2017. No período, Baldy exerceu mandato de deputado federal pelo PSDB e de ministro das Cidades do governo Temer.

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A proposta de contrato de concessão da CPTM indica que a empresa vencedora da licitação receberá por cada passageiro transportado o valor da chamada “tarifa técnica”, que sempre é mais cara que a tarifa ao público geral. Isso quer dizer que, enquanto o usuário ainda precisará pagar a absurda tarifa vigente, o governo será obrigado a repassar dinheiro para complementar o valor da tarifa técnica, o que já acontece na Linha 4-Amarela do Metrô. Além disso, a empresa poderá explorar comercialmente estações e toda a estrutura vinculada às linhas, extraindo ao máximo receita não-tarifária.

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Hoje, as linhas 8 e 9 são consideradas as mais rentáveis da CPTM e, segundo o próprio secretário Baldy, estão entre as maiores operações de transporte ferroviário do país. Juntas, somam aproximadamente 75 quilômetros de extensão, 40 estações e integram-se com a Linha 7-Rubi, da CPTM, e as Linhas 3-Vermelha, 4-Amarela, 5-Lilás, do metrô, transportando mais de um milhão de passageiros diariamente.

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Recorrente em vários estados, a precarização no transporte público é o modelo de gestão da iniciativa privada para que o negócio lhe seja o mais lucrativo possível.

O Movimento Luta de Classes (MLC) tem denunciado que o processo de privatização no setor “piora a qualidade do serviço, tornando-o ainda mais caro tanto para o Estado quanto para população. Se a venda do patrimônio do povo e a consequente perda da qualidade já nos são inadmissíveis, é um escândalo que a assinatura que autoriza tudo isso seja justamente a de um acusado de tirar vantagens de licitações públicas. Fora Baldy! Fora Dória! Transporte público não é mercadoria!”

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