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Projeto de ressocialização e solidariedade nas penitenciárias de Natal

RESSOCIALIZAÇÃO – Projeto garante ressocialização através da solidariedade. (Foto: Reprodução/Jornal A Verdade)

A ressocialização da população carcerária deve ser prioridade para as autoridades de justiça. É incontestável o fato de que dada a liberdade para o indivíduo, ele é totalmente excluído do mercado de trabalho e da chance de ter uma vida comum.
Ezequias Rosendo

NATAL (RN) – Detentas do complexo penal Doutor João Chaves, localizado na Zona Norte da cidade, têm participado de um projeto de ressocialização através da costura industrial, promovido pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), cujo objetivo é a confecção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para a prevenção do coronavírus.

Durante o primeiro semestre deste ano, foi realizado uma parceria com o Senai para promover um curso de costura industrial com as detentas, visando dar a capacitação para a produção de máscaras, toucas e aventais, entre outros EPIs.

Foram instaladas dez máquinas de costura no presídio, através de uma parceria com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Os materiais necessários para a produção foram doados pela Indústria Têxtil do Rio Grande do Norte.

Toda a produção está sendo encaminhada à “Rede de Solidariedade Rio Grande do Norte Mais Protegida” e distribuídos à população mais carente da cidade.

‘’Essa é mais uma oportunidade que estamos recebendo e vamos abraçá-la com todas as forças. Ficamos felizes em poder ajudar’’ – disse Marta Figueiredo, que cumpre regime de detenção.

Segundo o secretário Pedro Florêncio, o projeto continuará mesmo depois da pandemia, só que dessa vez com a produção de fardamento para os outros presidiários e uniforme escolar para as escolas da rede estadual.

Além disso, afirmou que o projeto iria se expandir para outros presídios do estado. ‘’Estamos implementando mais dois polos: um na Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó, e outro na Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio, em Mossoró, com o mesmo objetivo.’’ – afirmou.

De acordo com a Lei de Execuções Penais, os internos que participam de projetos como esse tem um dia da pena reduzido a cada três dias trabalhados. Todo o trabalho é supervisionado e os horários de refeição e descanso são respeitados.

“É fundamental que trabalhos como esse sejam frequentes em nosso país, principalmente durante a pandemia da Covid-19, onde chegamos a 2 milhões de casos confirmados e 85 mil mortes, e sabendo que nesse cenário a classe mais pobre é quem mais sofre, por não ter condições de se prevenir, tendo que romper o isolamento social para ir trabalhar, pegando transportes lotados e se expondo ao vírus, é extremamente importante buscar auxiliar essas pessoas mais afetadas, porém não só em tempos de pandemia.” – Afirmou militante da Unidade Popular Pelo Socialismo (UP).

“Além disso a ressocialização da população carcerária deve ser prioridade para as autoridades de justiça. É incontestável o fato de que dada a liberdade para o indivíduo, ele é totalmente excluído do mercado de trabalho e da chance de ter uma vida comum, assim ficando novamente à mercê da criminalidade. É necessário inserir essas pessoas de volta à sociedade, com direito pleno a oportunidades para que possam trabalhar, estudar, e viver uma vida digna.” – finalizaram.

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