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150 anos de Rosa Luxemburgo

ROSA VERMELHA. Cartazes de Rosa Luxemburgo e Lênin presentes em uma manifestação em Berlim contra a guerra do Vietnã, em 1968 (Foto: Getty Images)

Ao lado de Karl Liebknecht, Clara Zetkin e outros comunistas revolucionários, Rosa Luxemburgo foi uma das fundadoras da Liga Spartacus, que mais tarde viria a se transformar no Partido Comunista da Alemanha. 

Por Heron Barroso | Redação Rio

LUTAS E HEROÍNAS DO POVOOs povos de todo o mundo comemoram hoje os 150 anos do nascimento de Rosa Luxemburgo (1871-1919). A revolucionária polonesa nasceu em 5 de março de 1871, no vilarejo de Zamosc, e, desde cedo, integrou-se à luta da classe trabalhadora pelo socialismo.  

Profunda conhecedora da obra de Marx e Engels, Rosa estudou o sistema capitalista e suas contradições, participando ativamente da construção dos partidos socialdemocratas da Polônia e da Alemanha.

Na Alemanha, a “Rosa Vermelha” cumpriu um destacado papel na denúncia à traição de classe dos dirigentes socialdemocratas, que abandonaram a revolução e passaram para o lado dos imperialistas alemães na Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Ao lado de Karl Liebknecht, Clara Zetkin e outros comunistas revolucionários, foi uma das fundadoras da Liga Spartacus, que mais tarde viria a se transformar no Partido Comunista da Alemanha, filiado à 3ª Internacional. 

Os spartaquistas, como eram conhecidos, promoveram uma ampla campanha contra a guerra imperialista e, por isso, foram perseguidos tanto pelos socialdemocratas quanto pelo governo alemão. A Liga Spartacus também foi fundamental no apoio e na construção da solidariedade internacional à Revolução Russa de 1917. 

“Para nós, agora, não existe programa mínimo nem programa máximo; o socialismo é uma única e mesma coisa: o mínimo que temos que realizar hoje”, defendia. 

Em 15 de janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram presos e executados. 80 anos depois, uma investigação do governo alemão concluiu que paramilitares haviam recebido ordens e dinheiro dos dirigentes socialdemocratas para matar os dois revolucionários.

Em seu enterro, Clara Zetkin resumiu com essas palavras a vida e a luta de sua companheira: “Em Rosa Luxemburgo, a ideia socialista foi uma paixão dominante e poderosa do coração e do cérebro; uma paixão verdadeiramente criativa que ardia incessantemente. (…) Rosa foi a espada afiada, a chama vivente da revolução”.

Viva os 150 anos de Rosa Luxemburgo! Viva o socialismo!

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